Candidato à reeleição ao Senado também defendeu indicações técnicas para a Corte e afirmou que, se chegar à presidência da Casa, pretende pautar pedidos de impeachment de ministros
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O senador Vanderlan Cardoso (PSD) defendeu a criação de mandatos de 10 ou 12 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta quarta-feira (9), durante sabatina na Rádio Difusora Goiânia, em meio à discussão sobre o funcionamento da Corte e os critérios utilizados para a escolha de seus integrantes.
Candidato à reeleição ao Senado por Goiás, Vanderlan também afirmou que as indicações para o Supremo deveriam ter caráter técnico e defendeu que os escolhidos tenham origem na magistratura. “Precisamos de indicações técnicas, e não políticas”, afirmou.
Atualmente, a Constituição não estabelece mandato com prazo determinado para ministros do STF. Os integrantes da Corte permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. São escolhidos pelo presidente da República e precisam ter a indicação aprovada pela maioria absoluta do Senado Federal.
Vanderlan apoia decisão de André Mendonça
Durante a entrevista, Vanderlan também respaldou a atuação do ministro André Mendonça no afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa. O afastamento foi determinado nesta semana e repercutiu no meio político.
O senador disse conhecer Mendonça e lembrou que participou, no Senado, da aprovação de sua indicação para o Supremo. “Conheço bem o ministro Mendonça. Ajudei a confirmar sua indicação. Ele é um homem de caráter. Se tomou essa decisão de afastar Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral, e Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência, é porque tinha plena convicção do que estava acontecendo. Uma decisão absolutamente necessária”, declarou.
A avaliação sobre a necessidade da medida é de Vanderlan. O apoio do senador a iniciativas contra integrantes do Supremo também aparece em levantamentos recentes sobre a posição dos parlamentares diante de pedidos de impeachment.
Senador pede afastamento de Gonet e critica Moraes
Vanderlan também defendeu durante a sabatina outras medidas envolvendo integrantes das instituições de Justiça. Segundo ele, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, deveriam ser afastados. “Essas duas situações estão complicadas. Inclusive, o ex-presidente Michel Temer, que fez a indicação de Moraes ao Supremo, pediu que ele procurasse o André Mendonça. O Moraes começou tudo isso, usando de maldade, arbitrariedade e desvios de conduta”, afirmou.
As referências a “maldade”, “arbitrariedade” e “desvios de conduta” são acusações feitas por Vanderlan, e não conclusões judiciais apresentadas no material da entrevista.
Vanderlan diz que quer presidir o Senado
Outro ponto abordado pelo candidato foi a possibilidade de disputar a presidência do Senado caso consiga um novo mandato nas eleições deste ano.
Vanderlan afirmou que pretende buscar o comando da Casa e, se eleito presidente, colocar em pauta pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo. “Vou brigar pela presidência do Senado. E vou pautar os pedidos de impeachment de ministros do STF. Já são quase 100 pedidos na Casa”, disse.
A presidência do Senado tem papel relevante nesse processo porque cabe ao comando da Casa decidir sobre o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. A declaração, portanto, coloca a relação entre Senado e STF entre as bandeiras apresentadas por Vanderlan nesta reta da campanha.
Candidato faz balanço do mandato
Ao final da sabatina, Vanderlan também utilizou a entrevista para defender sua atuação no Senado. O candidato afirmou ter destinado benefícios a mais de 200 municípios goianos e citou investimentos nas áreas de saúde, infraestrutura viária, ensino superior, agricultura familiar e pequenos negócios. “Sou muito bem recebido por onde passo, pois tenho trabalho a mostrar. Levamos benefícios a mais de 200 municípios em Goiás, de todas as regiões do estado”, afirmou.
Os números sobre municípios atendidos e investimentos são apresentados pelo próprio candidato no material fornecido e não foram acompanhados de uma relação detalhada que permita verificá-los individualmente.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.
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