Festival ocupa o Centro Cultural Martim Cererê no dia 21 de fevereiro com dois palcos, bandas autorais, DJs e entrada solidária
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Cultura
Quando os blocos disputam espaço nas avenidas e os trios elétricos conduzem a festa pelas ruas, Goiânia mantém um ponto de encontro alternativo no Carnaval. No dia 21 de fevereiro, o Grito Goiânia volta a ocupar o Centro Cultural Martim Cererê reafirmando sua vocação como vitrine da música autoral, da juventude e da cena independente da capital.
Criado em 2005, o festival chega a 2026 em sua 18ª edição. Ao longo da trajetória, houve pausas durante a pandemia, mas a proposta original permaneceu intacta. Nascido de uma articulação em rede que conectou mais de 150 cidades no Brasil e no mundo em torno da valorização das cenas locais, o Grito ganhou em Goiânia identidade própria e se consolidou como tradição paralela ao circuito carnavalesco convencional.
A entrada é gratuita, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível ou 1 litro de leite. Os ingressos devem ser retirados antecipadamente pela plataforma Shotgun. A programação começa às 16h e segue até a noite.
Dois palcos, múltiplas linguagens
No Palco Biomma, a essência do festival aparece na força das bandas autorais. Sobem ao palco A Última Theoria, Rocco, Johnny Suxxx e as Panteras, Sheena Ye, Línguas Envenenadas, Tatame e Vertigo, nomes que traduzem a vitalidade contínua da produção musical goiana fora do eixo comercial.
Já o Palco Smirnoff se transforma em pista. Uma sequência de DJs conduz o público por diferentes atmosferas sonoras que passam por funk, pancadão, latinidades, brasilidades, emo e música eletrônica. Tocam Bruna Mendez, Devito, Gabi Mattos, Barbara Novaes, DJ Lu, Danni Ribbs, Kaemi, Jorgão, Faell e DJ Satiko Natasha.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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