Presidente da CMTC alerta que passagem pode chegar a R$ 8,42 sem pagamento de dívidas do município
3 de fevereiro de 2026 às 20:15
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Cidades
O presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos, Murilo Ulhôa, afirmou em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey que a situação do subsídio do transporte coletivo em Goianira ainda é um ponto sensível dentro do sistema metropolitano. Caso não haja o pagamento da cota do município, a tarifa ao usuário pode chegar a R$ 8,42.
“É um fator sensível. Aparecida de Goiânia e Goiânia está tudo resolvido. Goianira ainda é um ponto de atenção”, afirmou. Murilo explicou que o subsídio pago pelas prefeituras e pelo Estado é o que garante que o valor cobrado do passageiro permaneça em R$ 4,30, mesmo com a tarifa real de remuneração do sistema ultrapassando os R$ 12.
De acordo com apuração feita pelo Blog do DK, existem faturas em aberto da Prefeitura de Goianira junto à CMTC desde janeiro de 2024, que já somam mais de R$ 18 milhões em atrasos e pendências. O pagamento dessa cota é considerado essencial para manter o equilíbrio financeiro do sistema e evitar o repasse do custo ao usuário.
Ao ser perguntado qual seria o impacto direto ao passageiro, respondeu: “R$ 8,42. Pode chegar, mas nós acreditamos muito que a negociação vai avançar nesses próximos dias”. Questionado sobre o que pode acontecer caso o município não quite os débitos e deixe de pagar as faturas mensais, Murilo foi direto: “Essa é a deliberação [o aumento da tarifa], caso o prefeito não quite as dívidas e não pague as faturas mensais que cabem ao município pagar.”
Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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