Guilherme Boulos coloca dúvidas se Lula vem a Goiás (Foto: LeoIran)

Guilherme Boulos coloca dúvidas se Lula vem a Goiás (Foto: LeoIran)

Guilherme Boulos coloca dúvidas se Lula vem a Goiás (Foto: LeoIran)

Guilherme Boulos coloca dúvidas se Lula vem a Goiás (Foto: LeoIran)

Boulos admite incerteza sobre passagem de Lula por Goiás nas eleições

Boulos admite incerteza sobre passagem de Lula por Goiás nas eleições

Ministro diz que agenda é definida semanalmente e não confirma visita ao Estado

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O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), admitiu que ainda é incerta uma passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Goiás durante a campanha eleitoral. Integrante da coordenação nacional da campanha à reeleição, Boulos afirmou ao Domingos Conversa que a agenda do presidente é definida semanalmente e precisa conciliar compromissos institucionais e eleitorais.

A possível presença de Lula é aguardada principalmente pela campanha de Luís César Bueno (PT) ao Governo de Goiás, que tenta aproximar o desempenho do petista no Estado ao eleitorado do presidente. “Olha, a agenda do Lula é a agenda de presidente da República, não é só de candidato. Então, é uma agenda que a gente define semana a semana”, afirmou Boulos.

O ministro disse que participa diretamente das discussões sobre as viagens de campanha e citou compromissos já programados em outros estados.

“Semana que vem nós vamos sentar de novo, eu estou na coordenação de campanha dele, para discutir a agenda da semana que vem. Porque, como tem os compromissos presidenciais dele, ele tem que cuidar do país”, explicou.

Visita ainda é incerta

Mais adiante na entrevista, Boulos voltou ao assunto ao comentar o apoio nacional à candidatura de Luís César e foi ainda mais explícito sobre a indefinição.

Segundo ele, o candidato petista sabe que Lula não conseguirá percorrer todos os estados durante o período eleitoral. “Ele sabe que a agenda do presidente Lula não vai dar conta de pegar todos os estados e que é incerto se vem ou não para Goiás”, afirmou.

Até o momento, Lula não tem agenda eleitoral confirmada no Estado. Antes da passagem de Boulos por Goiânia, a campanha de Luís César ainda buscava encaixar uma visita presidencial, inclusive com a possibilidade de realização de um ato no Entorno do Distrito Federal. Não havia, porém, confirmação ou data definida.

A indefinição ocorre justamente quando a candidatura de Luís César tenta ampliar a associação com o presidente. Durante ato político realizado em Goiânia na quinta-feira (3), o próprio Boulos convocou a militância a representar Lula nos municípios goianos diante da impossibilidade de o presidente estar presente em todos os locais durante a campanha.

Boulos rejeita relação com peso eleitoral de Goiás

No Domingos Conversa, Boulos também rejeitou a hipótese de que uma eventual ausência de Lula esteja relacionada ao tamanho do eleitorado goiano ou ao desempenho historicamente mais forte da direita no Estado. “Não tem nada a ver com isso. O Lula teve 41% aqui em Goiás na última eleição. Mais do que em muitos outros estados”, respondeu.

No segundo turno presidencial de 2022, Lula recebeu 41,25% dos votos válidos em Goiás, contra 58,75% de Jair Bolsonaro.

Para Boulos, esse eleitorado também constitui a base a ser disputada por Luís César. “Acho que o Luís César está cumprindo um papel aqui que é importantíssimo. A candidatura dele é importante para debater Goiás”, disse.

O ministro classificou o petista como o representante direto da candidatura presidencial no Estado. “É o candidato que é o palanque do Lula. Que outro candidato está defendendo o Lula que não o Luís César Bueno?”, questionou.

Ministros como reforço

Diante da incerteza sobre uma agenda presidencial, integrantes do governo e lideranças nacionais da esquerda passaram a funcionar como reforço para a campanha estadual.

Boulos esteve em Goiânia na quinta-feira para uma agenda que começou com compromisso institucional ligado ao Minha Casa, Minha Vida e terminou, após o expediente, com sua participação em uma plenária eleitoral da coligação de Luís César.

O ministro disse ter assumido pessoalmente o compromisso de vir a Goiás durante encontro anterior com o candidato. “Eu me comprometi com ele. Eu falei: ‘Eu vou para Goiás’”, contou.

Boulos afirmou ainda que outros ministros podem desempenhar papel semelhante durante a campanha. No caso de Lula, porém, deixou a decisão em aberto.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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