Deputada projeta até quatro cadeiras para a legenda na Alego
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A deputada estadual Rosângela Rezende demonstrou confiança no desempenho do Agir nas eleições de 2026 e afirmou que o partido pode ampliar sua representação na Assembleia Legislativa de Goiás. Em entrevista ao Domingos Conversa, ela projetou a conquista de duas a quatro cadeiras, apesar de reconhecer que a legenda enfrenta a campanha sem fundo partidário e sem tempo de televisão.
Rosângela, que é vice-presidente estadual do Agir, é atualmente a única deputada com mandato na chapa da legenda. Em 2022, o partido elegeu dois parlamentares para a Alego: ela e Gugu Nader. “Eu considero que estou puxando a chapa aí, mas temos muitos candidatos, um partido que vai vir forte e nós vamos alcançar duas, três ou quatro cadeiras”, afirmou.
Projeção de até 210 mil votos
Segundo Rosângela, a montagem da chapa começou ainda em 2022 e foi conduzida pelo presidente estadual da legenda, Fernando Meirelles.
A expectativa inicial era ainda mais otimista. A deputada disse que o Agir trabalhava com a possibilidade de eleger quatro deputados, mas perdeu candidatos na reta final de formação das chapas. “A nossa projeção realmente era quatro cadeiras na Assembleia. Então, por esse motivo, agora a gente vai: duas, três e quem sabe a quarta”, disse.
O cálculo apresentado por Rosângela aponta para uma votação total entre 200 mil e 210 mil votos. “A gente vai estar somando aí uns 200, 210 mil votos, que a gente vai eleger dois e um terceiro na sobra e quem sabe aí um quarto candidato”, projetou.
Chapa não foi montada apenas para reeleger Rosângela
A deputada também fez questão de afastar a ideia de que a nominata tenha sido construída apenas para garantir sua reeleição. “Eu não sou puxadora de voto para ser uma chapa construída só para a deputada Rosângela. Então é uma chapa que dá condição de eleição para os candidatos que estão competindo”, afirmou.
Segundo ela, esse modelo ajuda a manter os integrantes da chapa competitivos até o fim da campanha. “Isso faz com que esse candidato, nosso candidato do Agir, nosso colega do Agir, ele se empenhe em buscar votos. Diferente de outras chapas que são construídas para eleger um”, disse.
Sem fundo e sem televisão
Apesar do otimismo, Rosângela reconheceu que o Agir enfrenta uma limitação importante na comparação com legendas maiores. “Só tem um probleminha o Agir, né? Não tem fundo partidário e não tem tempo de TV”, afirmou.
Na avaliação da deputada, a ausência desses instrumentos aumenta o peso da campanha de rua, das redes sociais e dos espaços de entrevista para a apresentação das candidaturas. O cenário também torna mais importante, segundo ela, a capacidade individual de cada candidato de buscar votos e manter uma estrutura mínima de campanha.
Rosângela vê chapa mais forte que em 2022
Mesmo com a perda de alguns nomes durante a montagem das nominatas, Rosângela avalia que o Agir chega à eleição em situação melhor que na disputa anterior. “Continuamos com a chapa muito mais competitiva do que em 2022”, afirmou.
A parlamentar também destacou a presença feminina na nominata e disse que o partido buscou montar uma chapa com candidatos de diferentes regiões e perfis eleitorais.
Em 2022, o Agir conquistou duas cadeiras. Para Rosângela, repetir esse resultado é o patamar mínimo trabalhado internamente. “Duas, três e quem sabe a quarta”, resumiu.
Eleição mais competitiva
Rosângela também avalia que a disputa pelas 41 vagas da Assembleia será mais difícil em 2026.
Segundo ela, a redução no número de candidaturas e a concentração de nomes competitivos em menos partidos devem elevar a quantidade de votos necessária para a eleição. “Antes eram quase 800 candidatos em 2022, agora quase 600. Então vamos precisar de mais votos para que a gente possa ser eleito”, afirmou.
Mesmo nesse ambiente, a deputada acredita que a estrutura partidária e o trabalho realizado ao longo do mandato a colocam em condições de renovar a cadeira.
“Eu me considero dentro dessa manutenção pelo favorecimento do que eu expliquei aqui do partido”, disse.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.
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