Secretário de Estado visitará Colômbia, Peru e Equador entre 8 e 10 de setembro; Brasil ficou fora do roteiro anunciado por Washington
·
Política
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fará uma viagem pela América Latina entre os dias 8 e 10 de setembro. O roteiro inclui Colômbia, Peru e Equador e foi anunciado nesta sexta-feira (4) pelo Departamento de Estado norte-americano.
A viagem ocorre em um momento em que o governo de Donald Trump tenta ampliar a influência dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.
Em uma manifestação recente, o Departamento de Estado afirmou que o domínio norte-americano sobre as Américas não voltaria a ser questionado, em uma referência à Doutrina Monroe, formulada no século 19 e associada historicamente à política de influência dos EUA sobre o continente.
Brasil fica fora da agenda
O Brasil não aparece entre os países incluídos no roteiro divulgado até agora.
Segundo o Departamento de Estado, Rubio pretende “fortalecer alianças importantes dos Estados Unidos na região”. A programação inclui reuniões com os governos da Colômbia, do Peru e do Equador.
Na Colômbia, Rubio deve se reunir com o presidente Abelardo de la Espriella. Um dos assuntos será o apoio norte-americano à recuperação do país depois do terremoto registrado em agosto.
No Peru, o encontro será com o governo da presidente Keiko Fujimori, enquanto no Equador está prevista uma reunião com o presidente Daniel Noboa.
Narcotráfico e comércio estão na pauta
A agenda terá como pontos centrais a cooperação contra o narcotráfico e a ampliação das relações comerciais.
O Departamento de Estado informou que as reuniões também deverão tratar do que o governo norte-americano chama de combate conjunto ao “narcoterrorismo” no hemisfério.
Esta será a quinta viagem de Rubio à América Latina e ao Caribe desde que assumiu o Departamento de Estado no segundo governo Trump. Também será a primeira visita oficial dele à Colômbia e ao Peru como secretário de Estado.
Doutrina Monroe volta ao discurso americano
A viagem acontece depois de Washington recuperar referências à Doutrina Monroe, política formulada em 1823 que defendia maior protagonismo dos Estados Unidos no continente americano e que, ao longo da história, foi utilizada como base para justificar diferentes níveis de intervenção e influência norte-americana na região.
Em agosto, o Departamento de Estado divulgou um vídeo no qual relacionou essa estratégia à política atual do governo Trump para o Hemisfério Ocidental e citou a captura de Nicolás Maduro, ocorrida em janeiro, como um exemplo recente da atuação norte-americana na região.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
Continue a leitura








