Edson Fachin deu cinco dias para André Mendonça e Paulo Gonet se manifestarem sobre acusações apresentadas por Alexandre de Moraes. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Edson Fachin deu cinco dias para André Mendonça e Paulo Gonet se manifestarem sobre acusações apresentadas por Alexandre de Moraes. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Edson Fachin deu cinco dias para André Mendonça e Paulo Gonet se manifestarem sobre acusações apresentadas por Alexandre de Moraes. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Edson Fachin deu cinco dias para André Mendonça e Paulo Gonet se manifestarem sobre acusações apresentadas por Alexandre de Moraes. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Fachin dá cinco dias para Mendonça e Gonet responderem acusações de Moraes

Fachin dá cinco dias para Mendonça e Gonet responderem acusações de Moraes

Presidente do STF determinou manifestações sobre supostas irregularidades na condução do caso Master e separou documento apresentado por Moraes do inquérito das fake news

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Política

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre acusações feitas por Alexandre de Moraes envolvendo a condução das investigações do caso Banco Master.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (4) e amplia a crise interna no Supremo em torno das apurações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Moraes apresentou a Fachin um relatório de inteligência atribuído à Polícia Federal no qual aponta possíveis irregularidades praticadas por Mendonça. Segundo o ministro, haveria indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

O documento sugere que Mendonça poderia ter direcionado as investigações para atingir desafetos políticos, entre eles o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Relatório não tem valor probatório

O material apresentado por Moraes, porém, afirma que as informações correspondem a uma “análise de cenário” e que não possuem valor probatório.

Fachin determinou que o documento seja retirado do inquérito das fake news, relatado por Moraes, e passe a tramitar em uma petição separada, sob responsabilidade da Presidência do STF.

Na decisão, Fachin ressaltou que as providências adotadas servem apenas para instruir o processo e não representam antecipação de julgamento sobre a validade das acusações.

Caso Master provocou crise no STF

A disputa ganhou força depois que André Mendonça retirou o sigilo de relatório da Polícia Federal com mensagens recuperadas do celular de Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master.

O material traz referências aos nomes de Moraes e Gonet e integra a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco.

Entre as mensagens divulgadas estão referências a um contrato superior a R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Fachin já havia cobrado explicações

Na última quinta-feira (3), Fachin já havia determinado que Gonet, Moraes e Mendonça se manifestassem sobre as informações surgidas a partir dos documentos da investigação.

O presidente do STF afirmou ainda que pretende levar ao plenário da Corte, no momento considerado adequado, um pedido da Procuradoria-Geral da República para anular investigações supervisionadas por Mendonça.

No novo despacho desta sexta-feira, Gonet também deverá apresentar parecer sobre o pedido de investigação contra Mendonça formulado por Moraes.

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Karla Alves

É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.

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