Prefeitura de Aparecida de Goiânia - Pra Frente Aparecida
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Marcos Pereira (Foto: Divulgação)

Marcos Pereira (Foto: Divulgação)

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Republicanos joga água fria em Flávio Bolsonaro e descarta Lula

Republicanos joga água fria em Flávio Bolsonaro e descarta Lula

Nota do partido nega acordo com filho de Bolsonaro, afasta barganha por vaga no STF e revela preferência inicial pela neutralidade em 2026

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Política

O Republicanos decidiu desmentir, em nota oficial, a versão de que já teria embarcado na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O recado foi além da negativa protocolar. O partido disse que as conversas com o senador foram “inconclusivas”, apontou “sentimento de frustração” com o nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e indicou preferência inicial pela neutralidade na disputa de 2026.

A nota foi divulgada neste domingo (12/7), depois da publicação de uma reportagem que afirmava que o apoio a Flávio estava fechado e condicionado à indicação do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A legenda negou as duas coisas.

“O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Nega também que tenha negociado a indicação do presidente Marcos Pereira ao STF como condição para o apoio”, afirma o texto.

O partido também informou que Marcos Pereira não conversa com Flávio “há mais de um mês”. Segundo a nota, os contatos mantidos até agora não produziram acordo. “As conversas foram inconclusivas. A reportagem é absolutamente inverídica sob todos os aspectos”, diz o comunicado.

O ponto mais duro do texto aparece na avaliação interna feita a partir de sondagens iniciais. O Republicanos afirma que Marcos Pereira detectou “um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio” e uma indicação de preferência pela neutralidade. Na prática, a legenda tenta dizer que não aceita ser empurrada para o palanque bolsonarista por gravidade.

A nota também fecha uma porta à esquerda. “O apoio a Lula está completamente descartado”, informa o partido. O movimento deixa o Republicanos numa posição calculada: não adere a Flávio agora, não abre conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e preserva poder de barganha até a convenção nacional.

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O comunicado expõe a dificuldade de Flávio Bolsonaro em transformar o sobrenome em coalizão. Antes do Republicanos, União Brasil e PP já haviam indicado “zero chance” de apoio ao senador. O herdeiro do bolsonarismo pode ter largado com o capital político do pai, mas ainda não recebeu o cheque em branco dos partidos de centro-direita.

O Republicanos informou que iniciou consultas às bancadas, executivas estaduais e apoiadores para medir o humor interno antes de definir rumo. Uma pesquisa encomendada pela legenda foi apresentada na última sexta-feira, em São Paulo, a parte da bancada paulista. Outras reuniões ocorrerão ao longo do mês.

A decisão final será tomada em convenção nacional, em Brasília. Até lá, o partido vai trabalhar para manter aberto o balcão político sem assumir o custo de uma escolha antecipada. A neutralidade, hoje, parece menos uma ausência de posição e mais uma estratégia de sobrevivência.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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