Daniel deixa escolha do vice e disputa pelo Senado para a reta final das negociações
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Política
O MDB de Goiás marcou para 5 de agosto a convenção que oficializará a candidatura do governador Daniel Vilela à reeleição. A data é o último dia permitido pela Justiça Eleitoral. Também serve como retrato da estratégia governista: deixar as decisões mais difíceis para quando o relógio estiver quase zerado.
Daniel não enfrenta resistência para ser confirmado. O problema está ao lado e abaixo de seu nome na urna. A base ainda precisa definir quem ocupará a vice e quais candidatos terão prioridade na disputa pelas duas cadeiras do Senado.
A vice foi reservada ao PSD, mas o partido ainda não bateu o martelo. Estão na lista o ex-secretário Adriano da Rocha Lima, o ex-senador Luiz do Carmo e o ex-deputado federal Zé Mário Schreiner. Cada nome representa um cálculo diferente de composição partidária, eleitoral e regional.
A convenção no Centro de Convenções de Goiânia deve ser transformada em demonstração de força. A intenção é reunir os partidos aliados em um ato único, com discursos de unidade e fotografias de família. Até lá, a família ainda terá de resolver quem se senta em cada cadeira.
O caso mais delicado é o Senado. Gracinha Caiado, Vanderlan Cardoso, Zacharias Calil e Gustavo Mendanha disputam espaço numa chapa que comporta apenas dois candidatos. Todos circulam como pré-candidatos. Nem todos chegarão à urna com o apoio integral do governo.
Alexandre Baldy foi o primeiro a sair da fila. O ex-ministro abandonou a pré-candidatura e aceitou ocupar a primeira suplência de Gracinha. O gesto reduziu a quantidade de interessados, mas não resolveu o problema central.
A base governista tenta preservar todos os aliados até o último momento. É uma forma de evitar rompimentos antecipados. Também aumenta o preço político da escolha final.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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