Prefeitura de Aparecida de Goiânia - Pra Frente Aparecida
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Caiado crítica Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Caiado crítica Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

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Caiado crítica Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

“Liderança não se herda”: Caiado reage à carta de Bolsonaro por Flávio

“Liderança não se herda”: Caiado reage à carta de Bolsonaro por Flávio

Pré-candidato do PSD explora documento divulgado pelo ex-presidente para apresentar o senador como um presidenciável sob tutela do pai

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Política

A carta escrita para transformar Flávio Bolsonaro em herdeiro político acabou servindo como prova de dependência. O pré-candidato à presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado percebeu o flanco e tratou de explorá-lo.

O ex-governador de Goiás reagiu neste sábado (11/7) ao documento em que Jair Bolsonaro apresenta o filho como seu porta-voz e convoca os aliados a abandonar divergências para apoiar a candidatura do senador.

“O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria”, afirmou o goiano.

Para ilustrar o argumento, Caiado imaginou uma crise diplomática envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. “Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir”, disse.

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A provocação terminou com uma frase talhada para a campanha: “Liderança não se herda, se demonstra”. O ataque mira a principal força e, ao mesmo tempo, a maior fraqueza da candidatura de Flávio. O senador herdou o sobrenome, a estrutura partidária e o eleitorado fiel ao pai. Agora terá de convencer o restante do país de que também herdou capacidade de comando.

Na carta lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo, Bolsonaro pede que os apoiadores deixem “as possíveis diferenças” de lado e se empenhem pela candidatura do filho. Também chama o senador de “meu porta-voz” e afirma confiar nele para “resgatar o Brasil”.

A manifestação de Bolsonaro ocorreu após a crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro expor uma disputa familiar pelo comando do bolsonarismo. O apelo à unidade buscava encerrar o confronto, mas reforçou a impressão de que o ex-presidente ainda precisa intervir para organizar o próprio grupo.

Caiado tenta ocupar justamente esse espaço. Sua estratégia é vender experiência administrativa e autonomia para contrastar com um adversário que depende do pai para ser apresentado, protegido e reconhecido como líder. Bolsonaro tentou ungir o filho. Caiado respondeu perguntando se a bênção não veio acompanhada de uma coleira.


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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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