Pastora e missionária, ela ganhou notoriedade após sobreviver a caso de tortura que chocou Goiás
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Política
A missionária e pastora Lucélia Rodrigues, que ficou conhecida nacionalmente após sobreviver a um caso de tortura que chocou Goiás na adolescência, vai assumir a presidência do PL Mulher em Goiânia e deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A filiação ao partido, de acordo com apuração feita pelo Blog do DK está marcada para o próximo dia 23, em Brasília, com presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O Blog do DK também apurou que a filiação foi articulada diretamente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher, e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A avaliação dentro do partido é de que a trajetória de Lucélia dialoga com o eleitorado feminino e religioso que o PL busca ampliar em Goiás.
O movimento marca a saída de Lucélia do PSD, partido pelo qual disputou as últimas eleições para a Câmara Municipal de Goiânia. Agora, o projeto político é mais amplo: integrar a chapa do PL para a Câmara dos Deputados em 2026.
Nesta sexta-feira (13), Lucélia se reuniu com o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) no escritório político do parlamentar, em Goiânia. Os dois gravaram um vídeo publicado nas redes sociais para anunciar a chegada dela ao partido.
“Que momento feliz que eu tô passando aqui agora. A direita crescendo e o PL em Goiás se tornando cada vez mais forte. Estou recebendo alguém que tem uma história maravilhosa e que vai participar com o PL na chapa para federal”, afirmou Gayer.
Lucélia apresentou sua entrada no partido associando a própria história pessoal ao discurso político. “É um prazer entrar nesse time que tem crescido na direita, tanto em Goiás quanto no nosso país. Assim como eu precisei de alguém para ser voz por mim, hoje quero ser voz para que outras histórias possam ser transformadas como a minha”, disse.
A trajetória de Lucélia ganhou repercussão nacional em 2008, quando tinha 12 anos. Ela foi encontrada pela polícia acorrentada e amordaçada em um apartamento no Setor Marista, em Goiânia, após sofrer torturas atribuídas à então empresária Sílvia Calabresi Lima. Entre as agressões relatadas pela vítima estão espancamentos, privação de comida e o corte de parte da língua com um alicate. O caso teve ampla repercussão e resultou na condenação da agressora.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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