Unidade virou referência estadual no tratamento de câncer infantil, mas desafio agora é sustentar serviços, equipe e financiamento
·
Cidades
O Cora chega ao primeiro ano de funcionamento como uma das principais entregas do governo estadual na saúde pública. A unidade começou a receber pacientes em junho de 2025 com uma missão clara: reduzir a dependência de famílias goianas de outros centros do país para tratar crianças e adolescentes com câncer.
O hospital nasceu para concentrar, pelo SUS, diagnóstico, cirurgia, quimioterapia, internação e acompanhamento multiprofissional em oncologia pediátrica. Na prática, encurta o caminho entre a suspeita, a confirmação da doença e o início do tratamento.
Os dados oficiais já publicados mostram a dimensão da demanda. Desde o início das atividades, o Cora realizou centenas de cirurgias oncológicas, sessões de quimioterapia e consultas médicas. A unidade atende pacientes de 0 a 17 anos com neoplasias hematológicas ou tumores sólidos e jovens de 18 a 23 anos com câncer ósseo.
O investimento informado pelo Estado é de R$ 255 milhões. A gestão é feita pela Fundação Pio XII, responsável pelo Hospital de Amor, de Barretos, referência nacional no tratamento oncológico.
A estrutura foi projetada para chegar a 148 leitos, com centro cirúrgico, pronto-atendimento 24 horas, ambulatórios, quimioterapia, farmácia hospitalar, centro de imagem e reabilitação. O hospital iniciou as atividades pela fase pediátrica, com UTI, internação e unidade de transplante de medula óssea.
O diretor-geral Rafael Mendonça definiu a ambição da unidade ao afirmar que o Cora une tecnologia, atendimento e pesquisa. “O Cora é o primeiro hospital público estadual do Brasil dedicado integralmente ao tratamento do câncer”, disse, em registro oficial do governo.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
Continue a leitura









