Novas especificações técnicas permitem maior integração entre empresas e instituições financeiras para mensalidades, assinaturas e outros pagamentos periódicos
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Economia
O Banco Central atualizou as especificações técnicas do Pix para melhorar a gestão de cobranças recorrentes e a integração entre os sistemas de empresas e instituições financeiras. As alterações constam na versão 2.10.0 do Manual de Padrões para Iniciação do Pix e da API Pix.
As novas regras foram formalizadas pela Instrução Normativa BCB nº 769. A atualização tem caráter operacional e busca padronizar a comunicação entre os participantes do sistema, especialmente em serviços que envolvem mensalidades, assinaturas, escolas, academias, plataformas digitais e outras cobranças periódicas.
O que muda com a atualização
A API Pix é a interface que permite a comunicação direta entre sistemas de vendas, plataformas de gestão e instituições financeiras. Com a integração, empresas podem automatizar a emissão de QR Codes dinâmicos, registrar cobranças com vencimento futuro, administrar pagamentos recorrentes e identificar recebimentos sem depender da conferência manual de comprovantes.
Na prática, o sistema pode gerar uma cobrança no momento da compra e dar baixa automaticamente quando o pagamento for realizado. Isso reduz etapas manuais tanto para o estabelecimento quanto para o cliente.
A versão 2.10.0 também organiza regras operacionais identificadas durante o funcionamento do Pix Automático. Segundo o Banco Central, a padronização reduz barreiras tecnológicas e permite que instituições de diferentes portes ofereçam o serviço em condições mais equilibradas.
Como funciona o Pix Automático
O Pix Automático foi criado para pagamentos periódicos. O consumidor autoriza a cobrança uma vez e, a partir dessa permissão, os valores podem ser debitados nas datas previstas, de acordo com as condições apresentadas pelo recebedor.
A modalidade pode ser usada em contas de água e energia, mensalidades escolares, academias, condomínios, seguros, assinaturas e outros serviços recorrentes. O cliente pode consultar as autorizações no aplicativo da instituição financeira e acompanhar as cobranças programadas.
A atualização não cria uma nova modalidade de Pix nem exige que o usuário faça um cadastro adicional por causa da versão 2.10.0. As mudanças ocorrem principalmente na estrutura tecnológica usada por bancos, instituições de pagamento e empresas para oferecer e administrar o serviço.
Impacto para empresas e consumidores
Para as empresas, a integração pode facilitar a conciliação financeira, reduzir a necessidade de emitir cobranças manualmente e ampliar as opções de pagamento recorrente. Pessoas jurídicas e microempreendedores individuais podem consultar as instituições financeiras participantes para verificar a oferta e as condições comerciais do serviço.
Para o consumidor, a principal mudança esperada é uma experiência mais uniforme entre aplicativos e estabelecimentos. A autorização continua sendo necessária antes do início dos débitos recorrentes, e as informações sobre valor, frequência e regras da cobrança devem ser apresentadas ao pagador.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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