Indicação, segundo ele, deve respeitar equilíbrio com o MDB e ficar para as convenções
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Política
O ex-deputado federal e presidente de honra do PSD em Goiás, professor Vilmar Rocha, reforçou que o partido deve encaminhar a indicação do vice na chapa do governador Daniel Vilela (MDB), que vai disputar o Palácio das Esmeraldas nas eleições deste ano. A posição foi apresentada em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, editor do Blog do DK.
Vilmar sustenta que a montagem da chapa passa por um critério de equilíbrio entre as siglas. “O candidato a governador, que nós vamos apoiar, é do MDB. Então o vice tem que ser do PSD porque é um partido grande a nível nacional e é um partido já histórico aqui em Goiás”, afirmou. Para ele, o arranjo justifica a reivindicação do partido pela vaga.
Ao ser questionado sobre preferências entre os nomes colocados, o ex-parlamentar evitou qualquer indicação e tratou o tema como fora de hora. “O vice, a gente não disputa. O vice é uma composição”, disse. Na sequência, reforçou a crítica ao movimento antecipado em torno da escolha. “Eu não acho próprio. Isso depende de uma composição dos partidos e da coligação.”
Vilmar também relativizou o cenário atual e indicou que a definição segue aberta. “Daqui até a convenção, 5 de agosto, pode até aparecer novos candidatos e esses candidatos que estão postos podem não ser candidatos”, afirmou. Segundo ele, o momento da decisão já está dado. “A época certa de definir o vice, fazer essa composição, é próximo da convenção.”
Hoje, orbitam a vice dentro do PSD nomes como o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, o ex-senador Luiz do Carmo e o ex-secretário Adriano Rocha Lima. Fora do partido, o ex-prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha chegou a se colocar como opção, mas deixou o PSD e migrou para o PRD. Mesmo com a lista posta, Vilmar insiste que não é o momento de cravar nomes. “Eu não acho próprio essa definição agora. Essa disputa que se criou também não é apropriada”, concluiu.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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