(Foto: Prefeitura de Goiânia)

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Vai comprar imóvel em Goiânia? Veja onde o metro quadrado sai mais barato

Vai comprar imóvel em Goiânia? Veja onde o metro quadrado sai mais barato

Diferença entre os valores anunciados no Marista e no Centro passa de 40%

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Economia

Quem está planejando comprar um imóvel em Goiânia pode encontrar uma diferença considerável de preço dependendo do bairro escolhido. Dados do Índice FipeZap de julho de 2026 mostram que, entre os bairros citados no levantamento, o valor do metro quadrado anunciado vai de R$ 6.727 (seis mil, setecentos e vinte e sete reais) no Setor Central a R$ 11.369 (onze mil, trezentos e sessenta e nove reais) no Setor Marista.

A diferença entre os dois valores chega a 40,83%, mostrando o peso que a localização pode ter no orçamento de quem pretende adquirir um imóvel na capital.

Em valores absolutos, são R$ 4.642 (quatro mil, seiscentos e quarenta e dois reais) a mais por metro quadrado na comparação entre os preços anunciados nos dois bairros.

Para se ter uma ideia do impacto, em uma simulação simples com um apartamento de 70 metros quadrados, mantendo os valores médios do metro quadrado apresentados no levantamento, o preço seria de aproximadamente R$ 470,9 mil (quatrocentos e setenta mil e novecentos reais) no Centro e R$ 795,8 mil (setecentos e noventa e cinco mil e oitocentos reais) no Marista.

A diferença teórica supera R$ 324 mil (trezentos e vinte e quatro mil reais).

A comparação é apenas ilustrativa. O preço de cada imóvel depende de uma série de características, como metragem, padrão construtivo, idade, estado de conservação, localização dentro do próprio bairro e estrutura oferecida pelo condomínio.

Por que o endereço faz tanta diferença?

A localização continua sendo um dos principais fatores considerados na formação do preço de um imóvel. Infraestrutura, facilidade de acesso, serviços disponíveis e proximidade de parques, praças, shoppings e outras áreas de convivência podem tornar determinadas regiões mais procuradas.

O especialista em mercado imobiliário e sócio-diretor da URBS Imobiliária, Ricardo Teixeira, explica que esses fatores interferem diretamente na rotina dos moradores. “Se o imóvel fica em um bairro próximo com boa infraestrutura e serviços, se tem bons acessos, a sua distância dos principais pontos de lazer oferecidos na cidade, tudo isso interfere em seu dia a dia e acaba refletindo no preço imóvel também”, afirma.

Segundo ele, bairros tradicionais tendem a reunir vários desses atributos. Outro fator apontado é a disponibilidade de terrenos para novos empreendimentos. “A tendência é de que os bairros consolidados continuem valorizando em escala maior na medida em que aumenta a escassez de terrenos para a construção de casas e prédios, especialmente em Goiânia, que vive uma fase de crescimento populacional”, explica.

Dá para morar perto das regiões valorizadas pagando menos?

Para quem não consegue ou não pretende pagar os valores encontrados nos bairros mais valorizados, uma estratégia pode ser observar as regiões vizinhas.

A vantagem, segundo Ricardo Teixeira, é permanecer relativamente próximo da infraestrutura dos bairros tradicionais sem necessariamente pagar o mesmo preço pelo metro quadrado. “Os bairros vizinhos aos setores tradicionais são boas escolhas, uma vez que estão relativamente próximos a toda esta infraestrutura e, além disso, têm um valor mais acessível”, diz.

Ele cita o Setor Pedro Ludovico como um exemplo dessa alternativa.

Bairros em transformação também entram no radar

Outra possibilidade é acompanhar bairros que estejam passando por mudanças urbanísticas. A chegada de parques, novas vias, transporte público e outros equipamentos pode aumentar a atratividade da região ao longo dos anos.

Entre os exemplos mencionados pelo especialista está o Setor Serrinha, diante do anúncio da implantação do Parque da Serrinha. “Outro bom exemplo é o Jardim América, que recentemente recebeu a liberação da construção de prédios, então vão surgir boas oportunidades ali”, afirma.

Nesse caso, porém, é importante separar expectativa de certeza: uma transformação urbana pode contribuir para a valorização de determinada região, mas não garante retorno financeiro futuro ao comprador.

Bairro novo pode custar menos, mas exige paciência

Regiões em desenvolvimento e loteamentos mais novos também aparecem como alternativas para quem procura preços mais acessíveis.

Nesse tipo de compra, além do valor inicial, é preciso considerar quanto tempo a região poderá levar para receber mais moradores, comércio, serviços, transporte e outros equipamentos urbanos. “Quem compra um imóvel em um bairro novo, um loteamento que está surgindo por exemplo, ganha em valorização muito maior ao longo do tempo. A diferença é que este retorno vai demorar um pouco mais para chegar”, avalia Ricardo.

A valorização mencionada pelo especialista é uma projeção de mercado e pode variar conforme o desenvolvimento efetivo de cada região.

O que olhar antes de comprar um imóvel?

Preço e localização não devem ser analisados isoladamente. Antes de fechar negócio, o comprador pode verificar quais mudanças estão previstas para o bairro e como a região se encaixa em sua rotina. “É preciso prestar atenção no projeto viário e urbanístico do município. Dessa forma é possível identificar o potencial daquele setor. Se tiver mais transporte público, mais equipamentos urbanos, é um setor que claramente vai ter um desenvolvimento imobiliário”, afirma o especialista.

A escolha também muda conforme o momento de vida. Quem mora sozinho pode priorizar um apartamento menor e uma determinada localização. Uma família, por outro lado, pode colocar espaço, escolas, acesso ao trabalho e serviços cotidianos entre os fatores mais importantes.

Os números do FipeZap ajudam a dimensionar essa decisão: entre os valores apresentados para Marista e Centro, a distância supera R$ 4,6 mil por metro quadrado. Por isso, ampliar a busca para diferentes regiões de Goiânia pode representar uma economia significativa no valor final do imóvel.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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