Entrevista com Vitor Cadillac discute Carnaval, cidade e política pública em Goiânia
25 de janeiro de 2026 às 17:45
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Política
O Carnaval de rua passa a ocupar o centro de uma discussão que exige política pública para impulsionar a cultura de Goiânia. Se antes a festividade era tratada à margem na capital, agora ganha protagonismo. Quem sustenta essa leitura é o produtor cultural Vitor Cadillac, um dos principais articuladores dos blocos do Carnaval de Rua. Essa é a premissa que orienta o próximo episódio do Domingos Conversa.
Gravada no Beco da Codorna, no Centro, a entrevista se mistura ao próprio ambiente que serve de cenário para a conversa. Entre fluxo constante de pessoas que circulavam pelo local e copos de cervejas, o episódio trata do Carnaval como ocupação urbana, cultura viva e tema que passa a dialogar diretamente com a gestão da cidade.
Ao longo da conversa, Cadillac fala sobre a construção do Carnaval 2026, o crescimento do público nos blocos e a mudança de um hábito histórico do goianiense durante o feriado. “Se eu olho para 15 anos atrás, o goianiense saía da cidade no Carnaval. A retomada dos blocos de rua, gratuitos, começa a mudar esse cenário”, afirma.
O produtor cultural também defende que o êxito da festa passa por uma lógica de corresponsabilidade entre blocos, poder público e sociedade. “O Carnaval não é da Liga, não é da Prefeitura, não é de ninguém. É uma manifestação cultural que precisa envolver todos os atores, com seus ônus e bônus”, pontua.
Outro ponto abordado é o impacto da festa para além das estimativas formais. “O mais importante não é o PIB. É a felicidade interna bruta que a gente consegue gerar na cidade”, resume. O episódio vai ao ar nas principais plataformas de podcast.
Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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