Entenda os motivos pelos quais o deputado federal decidiu trocar a sigla liberal pelo ninho tucano
19 de fevereiro de 2026 às 11:26
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Política
A saída do deputado federal Alcides Ribeiro do Partido Liberal não foi fruto de súbita afinidade com o tucanato, já que o parlamentar havia sido filiado ao ninho tucano entre 2015 e 2018. Foi consequência de uma série de contextos desde falta de harmonia dentro do PL, que vive um racha interno até promessa de uma chapa minimamente competitiva que possa garantir sua cadeira na Câmara dos Deputados. O ato de filiação ocorrerá na segunda quinzena de março.
Nos últimos meses, a permanência no PL se tornou insustentável. Lideranças da legenda passaram a declarar, publicamente, que não viam espaço para o deputado na sigla. Evitava-se falar em expulsão, mas defendia-se que ele procurasse outra legenda. Em política, esse tipo de "sugestão" raramente é espontânea.
O desgaste vinha desde a eleição de 2024 em Aparecida de Goiânia. Depois de liderar a disputa, Alcides sofreu uma virada ainda no primeiro turno, ampliada no segundo. Na sequência vieram investigações e acusações que ele nega. O ambiente interno no partido deixou de ser apenas desconfortável e passou a ser ruidoso.
Permanecer significava disputar 2026 dentro de uma legenda onde parte expressiva das lideranças não queria sua candidatura. Apoio incerto, palanque frágil e tensão permanente. Alcides até tinha certo respaldo do presidente estadual da sigla, Wilder Morais, mas uma ala expressiva ligada ao deputado federal Gustavo Gayer o queria longe da legenda.
Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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