Disputa pelo controle do palanque bolsonarista expõe fissuras profundas na legenda
15 de fevereiro de 2026 às 07:01
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Política
Não foi o primeiro. Tampouco deverá ser o último. A decisão do senador Wilder Morais (PL) de manter a pré-candidatura ao Palácio das Esmeraldas, após o encontro com Jair Bolsonaro, neste sábado (14), produziu efeito imediato dentro do partido. A legenda que se apresenta como a mais orgânica do bolsonarismo em Goiás volta a conviver com fissuras públicas e desconfianças privadas.
Nos bastidores, aliados de Gustavo Gayer não descartam, inclusive, uma debandada nas próximas semanas. A troca de indiretas nas redes sociais e declarações atravessadas à imprensa escancarou um novo capítulo de racha na legenda liberal.
O Blog do DK apurou que Gayer passou a questionar se Bolsonaro realmente deu aval irrestrito à pré-candidatura de Wilder. O deputado teria ouvido relatos de lideranças que estiveram com o ex-presidente após a reunião na Papudinha. “Wilder forçou o apoio”, afirma uma fonte ouvida pela coluna. De acordo com esse interlocutor, Bolsonaro teria ficado “contrariado” e orientado que o impasse fosse resolvido com Valdemar Costa Neto.
Gayer também sustenta que apenas os deputados estaduais Eduardo Prado e Major Araújo sustentam a tese de candidatura própria. Parcela significativa do PL na realidade, está ao seu lado, incluindo toda a bancada de deputados federais, parcela significativa dos prefeitos da legenda e vereadores filiados ao partido interior à dentro.
Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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