Gustavo Gayer na Câmara

Gustavo Gayer na Câmara (Foto: Renato Araújo/ Câmara dos Deputados)

Gustavo Gayer na Câmara

Gustavo Gayer na Câmara (Foto: Renato Araújo/ Câmara dos Deputados)

Gustavo Gayer na Câmara

Gustavo Gayer na Câmara (Foto: Renato Araújo/ Câmara dos Deputados)

Gustavo Gayer na Câmara

Gustavo Gayer na Câmara (Foto: Renato Araújo/ Câmara dos Deputados)

Bastidores exclusivos de (mais um) racha no PL

Bastidores exclusivos de (mais um) racha no PL

Disputa pelo controle do palanque bolsonarista expõe fissuras profundas na legenda

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Política

Não foi o primeiro. Tampouco deverá ser o último. A decisão do senador Wilder Morais (PL) de manter a pré-candidatura ao Palácio das Esmeraldas, após o encontro com Jair Bolsonaro, neste sábado (14), produziu efeito imediato dentro do partido. A legenda que se apresenta como a mais orgânica do bolsonarismo em Goiás volta a conviver com fissuras públicas e desconfianças privadas.

Nos bastidores, aliados de Gustavo Gayer não descartam, inclusive, uma debandada nas próximas semanas. A troca de indiretas nas redes sociais e declarações atravessadas à imprensa escancarou um novo capítulo de racha na legenda liberal.

O Blog do DK apurou que Gayer passou a questionar se Bolsonaro realmente deu aval irrestrito à pré-candidatura de Wilder. O deputado teria ouvido relatos de lideranças que estiveram com o ex-presidente após a reunião na Papudinha. “Wilder forçou o apoio”, afirma uma fonte ouvida pela coluna. De acordo com esse interlocutor, Bolsonaro teria ficado “contrariado” e orientado que o impasse fosse resolvido com Valdemar Costa Neto.

Gayer também sustenta que apenas os deputados estaduais Eduardo Prado e Major Araújo sustentam a tese de candidatura própria. Parcela significativa do PL na realidade, está ao seu lado, incluindo toda a bancada de deputados federais, parcela significativa dos prefeitos da legenda e vereadores filiados ao partido interior à dentro.

Wilder nega qualquer atrito. Em entrevista a este jornalista, foi categórico: diz que recebeu orientação direta para seguir. “Esse assunto está liquidado”, afirmou. Interlocutores do senador reforçam que o encontro foi “amistoso” e acusam o grupo de Gayer de agir por ganância eleitoral. Uma fonte ligada a Wilder foi além. “Eles sabem que o deputado tem ficha corrida grande. Existe receio de Caiado colocar a máquina de comunicação contra o Gayer numa campanha ao Senado”, diz.

Do outro lado, o grupo de Gayer adotou cautela quando a qualquer decisão imediata, ao mesmo tempo em que elevou o tom político. O deputado comparou Wilder à ex-deputada Joice Hasselmann, eleita em 2018 na onda bolsonarista e posteriormente rompida com o clã. A ex-parlamentar sequer foi reeleita no pleito seguinte. O assunto provocou reação imediata.

Gayer não descarta migrar para o Novo ou outra sigla que abrigue seu grupo caso o ambiente se torne insustentável. O movimento, porém, não é simples. O presidente do Novo em Goiás, Alano Queiroz, e parte expressiva do partido simpatizam com a pré-candidatura de Wilder, embora mantenham projeto próprio com o advogado Telêmaco Brandão como pré-candidato.

O tabuleiro, portanto, é mais complexo do que um simples “racha”. Há disputa por espaço, por protagonismo e, sobretudo, pelo controle do palanque bolsonarista em Goiás. O que se viu neste sábado foi mais uma fissura pública no PL. Não foi a primeira. E, ao que tudo indica, não será a última.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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