Enquanto nova presidente adia debate sobre majoritária, Karlos Cabral diz que partido deve acompanhar pré-candidatura do vice-governador ao Palácio das Esmeraldas
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Política
Enquanto a nova presidente do PSB em Goiás, Aava Santiago, adota cautela e retira do radar a discussão sobre chapas majoritárias, um dos principais quadros do partido no estado já está decidido em quem vai apoiar no pleito que se avizinha. Durante o evento de filiação de Aava, o deputado estadual Karlos Cabral afirmou ao Blog do DK que defende abertamente o apoio do PSB à pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás em 2026.
“Tenho defendido, com todas as minhas convicções, que o nosso partido deve acompanhar a pré-candidatura do Daniel Vilela a governador”, declarou ao jornalista Domingos Ketelbey. O parlamentar defende diálogo com todas as frentes democráticas, mas reforça que o apoio do emedebista é crucial para a continuidade de uma boa gestão em Goiás.
Cabral, no entanto, integra a base do governo estadual e argumenta que o momento político em Goiás é de continuidade. “Estamos vivendo um momento muito profícuo aqui no estado. Um ambiente de crescimento, de políticas sociais chegando nos quatro cantos. A minha principal defesa é a continuidade do apoio à pré-candidatura do Daniel.”
A declaração ocorre em um contexto delicado. O PT trabalha para consolidar uma aliança com o PSB em Goiás, mirando a construção de um palanque alinhado ao presidente Lula no estado, repetindo a mesma configuração que ocorreu em 2022 quando os socialista indicaram o vice na chapa majoritária.
Aava, por sua vez, tem sustentado que o foco do partido neste momento é a formação de chapas proporcionais e que a discussão sobre majoritária ficará para depois.
Cabral, no entanto, faz uma distinção clara entre o cenário nacional e o estadual. “O que hoje o presidente Lula quer para a sua candidatura de reeleição não é, necessariamente, aquilo que a gente possa estar querendo aqui em Goiás.”
Para ele, o partido não deve pautar sua decisão local por arranjos construídos em Brasília. “O que nós não vamos fazer aqui é nos pautar por aquilo que está acontecendo no cenário político nacional para definir o que nós queremos aqui em Goiás.”
Ainda assim, o deputado não descarta convergências futuras. “Se houver uma junção lá que sinalize para melhorar o quadro aqui, vai ser perfeito. Agora, se não for nessa perspectiva, nós estamos prontos para fazer a construção que for necessária.”
Cabral encerra com uma sinalização de disciplina partidária, mas sem abrir mão da posição já externada. “Eu, pessoalmente, sou soldado de partido sempre.”

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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