Mobilização prioriza processos antigos, feminicídios, réus presos e crimes envolvendo vítimas menores de 14 anos
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O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) prevê realizar 207 sessões do Tribunal do Júri em 67 comarcas ao longo de novembro, durante o Mês Nacional do Júri.
A mobilização é coordenada nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e busca acelerar a análise de processos envolvendo crimes dolosos contra a vida.
Casos antigos terão prioridade
Neste ano, terão prioridade os processos que estão em tramitação há mais de cinco anos e aqueles que possuem réus presos.
Também estão entre os casos prioritários feminicídios, crimes com vítimas menores de 14 anos, processos envolvendo policiais militares e ações que aguardam um segundo julgamento.
Em Goiânia, a programação desta quinta-feira (5) inclui duas sessões de maior porte, sendo uma delas com cinco réus.
Pró-Júri amplia capacidade
Parte das sessões será realizada por meio do Programa Pró-Júri, iniciativa do próprio TJGO que desloca magistrados e servidores para auxiliar unidades com maior demanda.
O trabalho envolve ainda Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil.
Segundo o presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, a concentração dos julgamentos busca reduzir a espera sem comprometer as garantias processuais.
Magistrados terão reconhecimento
Uma das novidades de 2026 será o Selo “Júri em Ação”.
O reconhecimento poderá ser concedido a magistrados que presidirem pelo menos quatro sessões efetivamente realizadas entre 1º e 30 de novembro em suas próprias unidades.
Julgamentos realizados pelo Programa Pró-Júri ou outros mecanismos de auxílio não entram nessa contagem.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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