
Presidente eleito do Legislativo defende Policarpo para vice de Mabel, promete autonomia diante do Paço e conta como construiu a votação unânime
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O vereador Thialu Guiotti (Avante), presidente eleito da Câmara Municipal de Goiânia, afirmou que vai trabalhar para que Romário Policarpo (Cidadania) seja o vice do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) em 2028. Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey no Domingos Conversa de quarta-feira (14), ele colocou o atual presidente do Legislativo como sua preferência para compor uma eventual chapa de reeleição do prefeito.
Eleito em chapa única e por unanimidade no sábado (10), Guiotti assume o comando da Casa em janeiro de 2027, para o biênio 2027-2028. No segundo mandato como vereador, ele começou a trajetória na Câmara como estagiário e sucederá Policarpo, que está à frente do Legislativo desde 2019.
Policarpo na chapa de 2028
“Se depender de mim, o Romário Policarpo será o vice do Sandro”, afirmou. Guiotti disse que defenderá a indicação independentemente de os dois estarem no mesmo partido e citou a força eleitoral e a estrutura política do aliado como argumentos para a composição.
Questionado sobre a possibilidade de mudança na vice, ponderou que a próxima eleição municipal terá outra conjuntura, com decisões dos partidos sobre candidaturas e alianças. A manifestação de apoio a Policarpo foi apresentada como uma posição pessoal para uma articulação futura.
Amizade com Mabel e autonomia da Câmara
Guiotti defendeu a gestão de Mabel, de quem disse ser aliado e amigo de longa data, mas separou essa relação do exercício da presidência. Ao ser questionado sobre como agiria em um conflito entre o prefeito e o Legislativo, respondeu: “Eu sou Câmara Municipal, sou vereador, não sou prefeito”.
Segundo ele, a condução da Casa deve combinar diálogo com o Paço e liberdade para apontar equívocos da administração. Guiotti afirmou que sua função será garantir voz aos vereadores de todos os partidos, incluindo PL e PT, e disse respeitar a oposição que apresenta críticas e propostas.
Os critérios para chegar à presidência
Ao explicar a votação unânime, Guiotti relatou uma articulação construída em conversas individuais com os vereadores. Disse que Policarpo havia estabelecido três critérios para os interessados: reunir 19 votos, não ter o veto de Mabel e deixar a discussão sobre a Mesa Diretora para depois das eleições de 4 de outubro.
O presidente eleito afirmou ter recebido apoio de Policarpo e do prefeito. Também disse ter conversado com os demais postulantes ao cargo e se comprometido a respeitar os vereadores que já haviam declarado voto em outros candidatos.
Na avaliação de Guiotti, a retirada das candidaturas concorrentes permitiu chegar a um acordo entre diferentes grupos. Ele defendeu que o resultado deve dar lugar a uma atuação conjunta da Câmara, sem perseguição a quem havia participado de outra articulação.
Estrutura dos gabinetes e concurso
Para a próxima gestão, Guiotti defendeu a estrutura administrativa e técnica dos gabinetes como condição para que os vereadores possam legislar e fiscalizar sem depender de cargos na Prefeitura. Atribuiu a Policarpo a ampliação dessa estrutura e disse querer reforçar a comunicação do Legislativo com a população.
O objetivo anunciado é divulgar o que a Câmara e os parlamentares produzem, aproximando os moradores do trabalho da Casa. Guiotti relacionou essa visibilidade à possibilidade de o vereador escolher se integra ou não a base do prefeito.
Sobre o concurso da Câmara, disse que pretende discutir o orçamento com Policarpo durante a transição antes de definir as convocações. Afirmou querer chamar os aprovados, mas admitiu fazer as nomeações gradualmente caso a receita não comporte todas de uma vez.
Assista à entrevista completa com Thialu Guiotti no YouTube.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.
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