A avaliação da OpenAI foi de que havia motivos razoáveis para considerar a existência de uma possível emergência. (Foto: Ricardo Stuckert)

A avaliação da OpenAI foi de que havia motivos razoáveis para considerar a existência de uma possível emergência. (Foto: Ricardo Stuckert)

A avaliação da OpenAI foi de que havia motivos razoáveis para considerar a existência de uma possível emergência. (Foto: Ricardo Stuckert)

A avaliação da OpenAI foi de que havia motivos razoáveis para considerar a existência de uma possível emergência. (Foto: Ricardo Stuckert)

Conversas no ChatGPT com ameaças a Lula fazem OpenAI alertar Polícia Federal

Conversas no ChatGPT com ameaças a Lula fazem OpenAI alertar Polícia Federal

Empresa identificou possíveis riscos à integridade física do presidente, comunicou autoridades brasileiras e notificou o TSE

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Cidades

Conversas de pelo menos dois usuários do ChatGPT com manifestações de possíveis ameaças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaram a OpenAI, empresa responsável pela ferramenta de inteligência artificial, a acionar a Polícia Federal (PF). As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (15) pela Folha de S.Paulo.

De acordo com documentos consultados pelo jornal, a empresa identificou conteúdos que indicavam possíveis intenções de atacar ou ameaçar o presidente, que disputa a reeleição em 2026.

A avaliação da OpenAI foi de que havia motivos razoáveis para considerar a existência de uma possível emergência envolvendo risco de morte ou lesão física grave.

No início de outubro, a empresa encerrou a conta de um dos usuários e encaminhou informações à Polícia Federal. A documentação chegou ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, por intermédio do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Ministério da Justiça avalia abertura de inquéritos

O Ministério da Justiça deverá analisar a possibilidade de abertura de dois inquéritos relacionados aos alertas.

Um dos casos envolve suspeitas de ameaça e injúria. O outro diz respeito a uma possível ameaça contra o presidente da República.

Procurados pela Folha de S.Paulo, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal não se manifestaram. Em posicionamento encaminhado ao jornal, a OpenAI informou que comunica situações às autoridades quando identifica indícios de risco real de dano a outras pessoas.

A empresa também confirmou ter notificado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme os procedimentos previstos em seu plano de conformidade eleitoral.

Usuário teria relatado intenção de atacar Lula


Banner de 93 anos de Goiânia, com a frase “Pra toda vida, pra todo mundo” e a imagem de uma mulher e uma criança.

Um dos casos descritos na documentação envolve um usuário que mantinha conversas com o ChatGPT desde janeiro.

Em setembro, ele teria relatado ter visto Lula em um palco durante um evento de campanha. Em seguida, manifestou vontade de atacar o presidente e fez perguntas sobre as possíveis consequências criminais de uma agressão.

Segundo os registros, o usuário também afirmou que não colocaria a intenção em prática e que não possuía arma. Apesar dessas afirmações, o histórico continha outras manifestações de violência, incluindo referências a agressões contra familiares, fotografias de armas brancas e compartilhamento de símbolos nazistas.

Na avaliação da Polícia Federal, o conjunto das interações apresentava ameaças contra terceiros e manifestações de fantasias violentas.

O material foi encaminhado às autoridades para análise, sem que isso represente, por si só, a comprovação de um plano concreto de ataque.

OpenAI já havia emitido alerta em outro caso no Brasil

Não é a primeira vez que uma comunicação da empresa sobre possíveis riscos de violência chega às autoridades brasileiras.

Em junho, um homem foi preso no Espírito Santo, suspeito de planejar a morte do próprio filho, de 8 anos, para evitar o pagamento de pensão alimentícia. Na ocasião, segundo as informações divulgadas, a OpenAI encaminhou um alerta ao FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.

O comunicado foi repassado ao CyberLab, laboratório de operações cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que acionou a Polícia Civil do Espírito Santo.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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