Ministro Flávio Dino. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Ministro Flávio Dino. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Ministro Flávio Dino. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Ministro Flávio Dino. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Dino e Zanin votam para que STF julgue casos de Moraes e Mendonça juntos

Dino e Zanin votam para que STF julgue casos de Moraes e Mendonça juntos

Plenário discute procedimento para apurar casos relacionados às investigações do Banco Master

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Política

Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta terça-feira (15) para que os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam analisados simultaneamente pelo plenário da Corte.

A posição contraria o encaminhamento defendido pelo presidente do STF, Edson Fachin, que reafirmou ser favorável à realização dos julgamentos em dias diferentes. Na última atualização, a sessão ainda prosseguia para a tomada dos demais votos.

A discussão ocorre durante a análise sobre a possibilidade de investigação de Moraes por uma suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ao mesmo tempo, o plenário passou a discutir se deve incluir no mesmo procedimento supostas irregularidades atribuídas a André Mendonça na condução do caso.

Dino questiona julgamentos separados

Ao apresentar seu voto, Flávio Dino afirmou que não há clareza sobre o rito definido para que somente o caso envolvendo Moraes fosse analisado nesta terça.

O ministro defendeu que os dois casos tenham o mesmo procedimento e questionou a decisão de deixar a situação envolvendo André Mendonça para uma sessão posterior.

“Por que um vai abrir o processo hoje e o outro, que seria o ministro André, na próxima semana?”, questionou Dino.

Cristiano Zanin também votou para que as situações envolvendo os dois ministros sejam analisadas na mesma sessão.

Fachin, por sua vez, havia definido que a análise relacionada a Mendonça ocorreria na próxima quarta-feira (23).

Gilmar Mendes pediu análise conjunta


A discussão sobre André Mendonça entrou na sessão a partir de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes nesta terça-feira.

Mendes defendeu que o plenário também analise as supostas irregularidades atribuídas a Mendonça. Além disso, pediu que o caso seja redistribuído entre os integrantes do STF e deixe de permanecer sob a relatoria de Fachin.

Até a atualização mais recente da sessão, não havia decisão definitiva do plenário sobre o julgamento conjunto.

Caso envolve mensagens de Vorcaro

A discussão chegou ao plenário do STF em 1º de setembro, após André Mendonça acionar a Corte diante de informações obtidas em uma apuração da Polícia Federal.

Segundo a investigação citada pela Agência Brasil, a PF identificou que Daniel Vorcaro entrou em contato com um número de telefone atribuído a Alexandre de Moraes. A apuração aponta a troca de cerca de 50 mensagens com esse número antes da prisão do ex-banqueiro, ocorrida em 17 de novembro de 2025.

A existência dos contatos, por si só, não comprova irregularidade por parte de Moraes. O que está em discussão no STF neste momento é justamente o procedimento a ser adotado para decidir sobre a possibilidade de investigação e sobre a análise das questões levantadas em relação a Mendonça.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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