Levantamento indica vantagem do governador no cenário principal e disputa embolada pelas duas vagas ao Senado
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Política
Os pré-candidatos estão com a bola no pé em um aquecimento para o que poderá ser as eleições de 2026. Com o fim da janela partidária e a definição de alguns projetos, o cenário começa a ganhar contorno. A seis meses das convenções, o governador Daniel Vilela (MDB) entra em campo com vantagem clara na disputa pelo Palácio das Esmeraldas.
No principal cenário estimulado da Paraná Pesquisas, Daniel soma 43,4% das intenções de voto, contra 24,4% do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Wilder Morais (PL) aparece com 11,5%, seguido por Adriana Accorsi (PT), com 9,2%.
A distância entre os dois primeiros é de 19 pontos. Não é aproximação. É vantagem construída neste momento da corrida. No comparativo com dezembro, o governador cresce. Sai de 39,3% para 43,4%. Marconi permanece no mesmo patamar. Wilder avança alguns pontos e Adriana recua. O desenho muda nas bordas, mas o topo segue estável.
Sem Marconi, o jogo muda
Sem a presença do tucano, o que deverá ser praticamente impossível acontecer, já que Marconi trata sua pré-candidatura irreversível, o cenário fica ainda mais desequilibrada. Daniel salta para 54%, enquanto Wilder Morais aparece com 15,9% e Adriana Accorsi com 14,3%.
A ausência do principal adversário muda com o eleitorado, mas também concentra ainda mais o voto no nome governista.
Mesmo em um terceiro cenário, com a inclusão de Luis Cesar Bueno (PT), o desenho se mantém. Daniel aparece com 46,6% e Marconi com 26,9%. A entrada do petista não altera o topo da disputa.
Rejeição impõe limites
Se intenção de voto mostra quem lidera, a rejeição indica quem enfrenta maior resistência. Marconi concentra 37,3%, o maior índice entre os nomes testados. Adriana aparece com 21,6%, enquanto Daniel tem 11,7%.
É um dado que pesa no médio prazo e ajuda a explicar a dificuldade de aproximação no cenário principal.
Senado em aberto
Na disputa ao Senado, o cenário é mais fragmentado. A ex-primeira-dama Gracinha Caiado lidera com 39,1%, mas há um bloco competitivo logo atrás. Vanderlan Cardoso (PSD) tem 28,5% e Gustavo Gayer (PL), 27,5%. Zacharias Calil (União Brasil) aparece com 22,4%.
Como o eleitor pode escolher até dois nomes, os percentuais se sobrepõem e tornam a disputa menos linear, especialmente pela segunda vaga. O “campeonato” então, será acirradíssimo.
Apesar dos números, o jogo ainda está em formação. Na espontânea, 67,3% não sabem em quem votar para governador. No Senado, esse índice ultrapassa 80%. O aquecimento terminou. A bola está rolando. O placar, por enquanto, é parcial.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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