Prefeitura de Aparecida de Goiânia - Pra Frente Aparecida
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Foto: (Divulgação)

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DOMINGOS CONVERSA #46: GOIÁS NA DISPUTA GLOBAL POR TERRAS RARAS, COM JOEL SANT'ANNA BRAGA

DOMINGOS CONVERSA #46: GOIÁS NA DISPUTA GLOBAL POR TERRAS RARAS, COM JOEL SANT'ANNA BRAGA

Secretário afirma que Estado exporta minerais críticos há três anos, mira nova rota com os EUA e defende agregar tecnologia à cadeia produtiva

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Domingos Conversa

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O secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel Sant’Anna Braga Filho, afirmou no Domingos Conversa que Goiás já deixou o campo da promessa e entrou, de fato, na disputa global pelas terras raras. Segundo ele, o Estado exporta há três anos o carbonato extraído em Minaçu, hoje enviado para a China, mas trabalha para mudar essa rota a partir de 2027, com participação dos Estados Unidos.

“É uma realidade”, disse Joel, ao ser questionado se a previsão de Goiás se tornar referência mundial em terras raras já começa a sair do papel.

A conversa abriu o novo episódio do Domingos Conversa, já disponível no YouTube e nas plataformas de áudio. O tema, antes restrito a especialistas em mineração, virou assunto de geopolítica. As terras raras são usadas em carros elétricos, baterias, chips, turbinas eólicas, motores, equipamentos médicos e armamentos estratégicos.

Joel afirmou que, quando assumiu a pasta, Goiás ainda não tinha planejamento mineral consolidado. Segundo ele, o Plano Estadual de Recursos Minerais começou a ser construído depois de quase duas décadas de esvaziamento da antiga Metago, estatal do setor mineral.

“Quando eu entrei, a gente estava começando o Plano Estadual de Recursos Minerais. Goiás tinha uma grande empresa estatal, que era a Metago, Metais de Goiás, que ficou esquecida por quase 20 anos, foi fechada, liquidada, e o Estado não tinha um planejamento na área mineral, sendo o terceiro Estado do Brasil em mineração”, afirmou.

Segundo o secretário, Goiás tem reservas de bauxita, níquel, ouro, terras raras e outros minerais críticos e não críticos, tanto para a agricultura quanto para a transição energética.

“Quando eu falava lá três anos atrás, enquanto a gente fazia 40 audiências públicas em todos os municípios onde havia mineração, muita gente dizia: ‘o Joel está doido, o que ele está falando de terras raras?’”, relatou.

Da rocha ao carbonato

O principal projeto em operação citado por Joel é o da Serra Verde, em Minaçu. Segundo ele, a empresa recebeu investimento superior a R$ 1 bilhão e já exporta terras raras há três anos, na forma de carbonato.

“Na prática, as terras raras são extraídas das rochas em Minaçu e transformadas em carbonato: um pó, resultado da separação inicial dos 17 elementos presentes naquele minério”, explicou.

Hoje, esse material é enviado para a China. Joel diz que isso ocorre porque o país domina a segunda etapa da cadeia, que é a separação dos elementos em escala industrial.

“Lá na China, é o único lugar do mundo que pega esse carbonato, com os 17 elementos da tabela periódica classificados como terras raras, e separa”, afirmou.

De acordo com o secretário, os elementos mais valiosos são usados na fabricação de ímãs permanentes, fundamentais para motores elétricos, baterias, turbinas eólicas, chips e equipamentos estratégicos.

“Esses elementos, térbio e disprósio, ficaram muito importantes na geopolítica mundial. A China desenvolve a tecnologia e faz a liga metálica a partir desse carbonato, separando os 17 elementos e extraindo os dois ou três mais raros e valiosos”, disse.

Joel afirmou que a etapa final, de liga metálica, é a que concentra maior valor agregado.

“Essa liga metálica é a etapa final: transforma esse pó de carbonato que sai do Brasil em liga metálica de alto valor. Nenhum outro país, em grande escala, tem essa tecnologia; a China faz isso em questão de dias”, declarou.

Rota dos EUA

O secretário disse que o contrato atual de venda do carbonato para a China vai até 31 de dezembro de 2026. A partir daí, segundo ele, o objetivo é redirecionar a produção para os Estados Unidos, onde a separação dos elementos seria desenvolvida com apoio da DFC, agência de financiamento do governo americano.

“Com esse desenvolvimento que o governador Ronaldo Caiado fez, e com o aporte da DFC, a agência de financiamento dos Estados Unidos, de 565 milhões de dólares, agora em janeiro, para desenvolvimento tecnológico, a ideia é que esse carbonato de terras raras que sai de Goiás não vá mais para a China”, afirmou.

Joel disse que há memorando de entendimento com o governo americano.

“A gente assinou um memorando de entendimento com o governo americano, prevendo que esse carbonato, numa primeira fase, vá para os Estados Unidos”, disse.

Segundo ele, a mudança não significa que Goiás passará imediatamente a fazer toda a cadeia das terras raras. O secretário afirmou que a segunda etapa exige processo químico pesado e de difícil licenciamento ambiental no Brasil e em países europeus.

“Muita gente pergunta: ‘por que não fazer essa separação aqui, em Goiás?’ A segunda etapa, após o carbonato, exige separar os metais raros em volume, e isso demanda uma química muito forte, com processos que, em países democráticos e com legislação ambiental rígida, é difícil licenciar”, explicou.

Joel disse que universidades brasileiras conseguem fazer a separação em pequena escala, mas não em volume industrial.

“Em pequena escala, como na UFG ou na USP, a gente consegue separar, tem tecnologia, mas em grandes volumes não há viabilidade econômica”, afirmou.

Mesmo assim, o secretário defende que Goiás dispute etapas de maior valor agregado da cadeia.

“O acordo prevê que, depois da separação, na etapa de liga metálica, que é a fase final, de maior valor agregado, parte dessa produção volte para cá, viabilizando investimentos em data centers e tecnologia em Goiás”, afirmou.

Lula, Caiado e a crítica sobre terras raras

Ao comentar críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema, Joel disse que houve incompreensão sobre o papel de Goiás no processo.

“Mas aí eu acho que, na época, ele não entendeu muito bem”, afirmou.

Segundo o secretário, o governo estadual não interferiu em legislação federal.

“Ele não entendeu bem o assunto. Quando falou, deu a impressão de que o governador Ronaldo Caiado tinha interferido em alguma legislação federal. Não: de jeito nenhum”, disse.

Joel afirmou que a atuação do governo de Goiás foi buscar investimento para uma empresa privada.

“O governo de Goiás só procurou investimentos que pudessem aportar recursos em uma empresa privada, e o governo americano aportou 565 milhões de dólares na empresa privada Serra Verde”, afirmou.

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Japão e mapeamento geológico

Além dos Estados Unidos, Joel citou o Japão como parceiro estratégico. Segundo ele, o governador Daniel Vilela assinou memorando com o governo japonês para ampliar o levantamento geológico de Goiás.

“Goiás só tem 35% do seu território levantado geologicamente. Se com 35% mapeados nós já exportamos terras raras, nióbio, temos uma das maiores reservas de bauxita, e outros minérios críticos, imagine quando chegarmos a 100% do Estado mapeado”, disse.

O secretário afirmou que o levantamento é caro e que o governo federal não tem investido o suficiente nessa área.

“O governo japonês vai investir no levantamento geológico de Goiás, e o governo americano aportou recursos em empresa privada, como a Serra Verde, para que esse carbonato não vá mais para a China”, afirmou.

Aclara em Nova Roma

Joel também tratou do projeto da Aclara Resources em Nova Roma, no Nordeste goiano. Segundo ele, a empresa está em fase de licenciamento prévio e prevê investimento bilionário.

“A Aclara está em licenciamento prévio em Nova Roma. Ali há um investimento previsto de bilhões de reais”, disse.

O secretário chamou atenção para o impacto em um município pequeno.

“Nova Roma é diferente de Minaçu: é uma cidade pequena, com cerca de 4.500 habitantes, então o impacto socioeconômico é muito grande”, afirmou.

Segundo Joel, o governo discute contrapartidas com a empresa.

“Está sendo construída uma contrapartida da empresa para desenvolver estrutura de polícia, educação e saúde em Nova Roma, garantindo condições para licenciamento e operação”, declarou.

Ele afirmou ainda que o governador Daniel Vilela já recebeu as diretorias da Aclara e da Serra Verde para tratar do pacote de investimentos.

Minaçu, Catalão, Ouvidor, Crixás e Mara Rosa

Ao falar sobre o mapa mineral de Goiás, Joel disse que há cerca de 30 projetos de terras raras aprovados no governo federal em fase de estudo, mas ponderou que nem todos se tornam realidade.

“A gente sabe que projeto é uma coisa, e realidade é outra, porque o investimento é muito alto”, afirmou.

Segundo ele, o risco elevado explica a presença majoritária de fundos estrangeiros.

“Praticamente não há fundo brasileiro investindo em mineração de terras raras: o risco é muito elevado. Os fundos que investem no Brasil são, em geral, americanos, canadenses, europeus, chineses”, disse.

Joel afirmou que a Serra Verde já emprega mais de 1,5 mil pessoas em Minaçu.

“Temos processos concretos com grandes empresas: Serra Verde já exporta terras raras há milhares de toneladas, empregando mais de 1.500 pessoas em Minaçu”, afirmou.

Segundo ele, o projeto ajudou a recompor a economia local depois da crise do crisotila.

“O que salvou Minaçu foram as terras raras, foi a Serra Verde, absorvendo mão de obra e aproveitando a estrutura urbana que já existia”, disse.

O secretário também citou Catalão e Ouvidor, pela produção de nióbio, além de Crixás e Mara Rosa, no ouro.

“Catalão e Ouvidor também são regiões importantes, com a maior extração de nióbio do Estado. Temos quase 6 mil funcionários entre CMOC e Mosaic”, afirmou.

Sobre o setor mineral como um todo, Joel disse que Goiás tem mais de 15 mil empregos diretos.

“Na realidade, temos muitas mineradoras aqui: mais de 15 mil empregos diretos em mineração em Goiás e muita renda para esses municípios”, declarou.

Tecnologia e indústria

Para Joel, o desafio é impedir que Goiás se limite à extração.

“O que precisamos é fazer como o governador Caiado fez e como Daniel está fazendo: acordos para trazer para Goiás a segunda etapa dos investimentos, com empregos melhores, data centers e contrapartidas, para não ficarmos só exportando mineral sem retorno proporcional”, afirmou.

O secretário relacionou a pauta mineral a investimentos em inteligência artificial, data centers, energia e indústria de alta tecnologia.

“Sem inteligência artificial e sem energia para sustentar data centers, a gente não consegue avançar na segunda parte da cadeia das terras raras”, disse.

Joel afirmou que Goiás estruturou um laboratório de ciência mineral em Aparecida de Goiânia para acompanhar pesquisas e investimentos de americanos, japoneses e chineses.

“A ideia é ter domínio dessa tecnologia, transformando conhecimento em recursos, melhores salários e empregos qualificados”, declarou.

Chineses em Goiás

A entrevista também abordou a presença de empresas chinesas no Estado. Joel disse que viajou à China diversas vezes para tratar de atração de investimentos.

“Eu já estive na China muitas vezes para tratar desses temas e para atrair empresas para Goiás; nesses últimos três anos, acho que fui sete vezes”, afirmou.

Segundo ele, há interesse de empresas chinesas em se instalar no Estado.

“Se interessam, sim. A gente já trouxe a Weichai, que é uma empresa de geradores e carregadores”, disse.

Joel também citou tratativas com a Teld, empresa chinesa do setor de carregadores elétricos.

“Estamos trabalhando para trazer uma planta para Anápolis; já temos um memorando de entendimento assinado na China, e estamos avançando para instalação dessa fábrica de carregadores elétricos no Distrito Agroindustrial de Anápolis”, afirmou.

O secretário disse ainda que levou técnicos dos Bombeiros à China para estudar regras de segurança envolvendo baterias e estruturas de carregamento.

“Eles fizeram a legislação de combate a incêndio em cima desse estudo feito na China, olhando a realidade dos galpões e das instalações de baterias”, afirmou.

Anápolis, Itumbiara e setor farmacêutico

Joel afirmou que Goiás tem diversificado sua base industrial. Segundo ele, o Estado cresceu 3,6% na indústria em março e deixou de depender tanto do segmento de alimentos.

“O IBGE divulgou que Goiás foi o Estado que mais diversificou a economia industrial. Antes, 51% da indústria era focada em alimentos, carne, soja, óleo, como Caramuru, e grandes frigoríficos”, afirmou.

Segundo ele, os setores farmacêutico e automobilístico ganharam peso.

“Agora, o setor de fármacos cresceu muito; o setor automobilístico também, principalmente com investimentos em carros em Anápolis”, disse.

Joel citou investimentos chineses e montadoras instaladas em Goiás.

“Em Anápolis, a Chery trouxe a marca Avatar, a Shanghai, grande empresa chinesa de carros híbridos e elétricos, e a Mitsubishi está recebendo investimento bilionário da GAC, uma das maiores fabricantes de carros na China”, afirmou.

Segundo ele, esses movimentos representam mais de R$ 3 bilhões em Anápolis e mais de R$ 2 bilhões em Itumbiara.

“Isso representa mais de 3 bilhões em Anápolis e mais de 2 bilhões em Itumbiara, gerando empregos novos e bons salários”, disse.

Na indústria farmacêutica, Joel citou a EMS e a aquisição da operação da Fresenius em Anápolis.

“Os fármacos também cresceram: a EMS acabou de adquirir o grande laboratório alemão Fresenius, em Anápolis, que fabrica medicamentos de alta complexidade”, afirmou.

O secretário disse que Goiás precisa avançar para medicamentos de maior valor agregado, especialmente diante do fim gradual de incentivos tributários.

“Os laboratórios de Goiás hoje produzem cerca de 80% de genéricos; para competir no pós-2032, quando acabam vários incentivos tributários, precisamos de medicamentos de alta complexidade e alto valor agregado”, disse.

Segundo ele, sem essa mudança, laboratórios podem buscar outros polos.

“Caso contrário, vamos competir só em preço com genéricos, e os laboratórios podem migrar para a Zona Franca de Manaus ou para São Paulo, maior mercado consumidor”, afirmou.

Exportação e acordo Mercosul-União Europeia

Na segunda parte da entrevista, Joel falou sobre o acordo Mercosul-União Europeia e disse que Goiás trabalha para preparar empresas pequenas e médias para o mercado externo.

“A gente está trabalhando para isso. A Secretaria de Indústria e Comércio tem acordo com a Apex, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações”, afirmou.

Ele citou o PEIEX, programa de qualificação para exportação, e disse que as grandes empresas já têm estrutura para vender para fora. O desafio, segundo ele, é abrir caminho para os médios e pequenos.

“As grandes já exportam, têm tradings, estrutura. A gente vê frigoríficos goianos, abatedouros de frango, o Milhão, a Caramuru, todos presentes em grandes feiras mundiais”, afirmou.

“Os médios e pequenos nunca tiveram oportunidade. O que o governador Daniel está fazendo é dar oportunidade aos médios e pequenos exportadores, através desse treinamento”, disse.

Joel afirmou que a pasta trabalha na produção de cartilhas e informações sobre o acordo com a União Europeia.

“Estamos fazendo uma cartilha, um site na Secretaria, e a FIEG também está preparando material para mostrar como os impostos vão ser decrescentes pelos próximos sete anos”, afirmou.

O secretário também citou a FICOMEX, realizada em Lisboa, como parte da aproximação com o mercado europeu.

“Estivemos em Lisboa na FICO-MEX, levantando oportunidades com empresas europeias e com o embaixador Raimundo Carrero, em reunião na embaixada do Brasil em Portugal”, disse.

Segundo ele, há oportunidades para confecções, pimentas, doces de Nerópolis, queijarias e outros produtos regionais.

“Estamos adiantados, preparando cerca de 60 empresas, principalmente confecções, indústrias de pimenta, doce de Nerópolis, queijarias, para entrarem no mercado europeu”, afirmou.

Cachaça, pimenta e produtos goianos

Joel disse que a participação de produtores de cachaça na agenda em Portugal serviu para mostrar, na prática, as exigências e a concorrência do mercado europeu.

“O Sebrae levou 10 empresas de cachaça. O problema, às vezes, é o valor com que a cachaça entra no mercado europeu; vimos em Portugal que a cachaça portuguesa tem preço competitivo”, afirmou.

Mesmo assim, o secretário avaliou a experiência como positiva.

“Foi muito bom levar esses 10 produtores. Eles entenderam como é o mercado, como a União Europeia trabalha, para terem oportunidade real”, disse.

Segundo ele, a estratégia precisa envolver outros setores.

“Agora, precisamos treinar todos os setores com potencial, não só cachaça”, afirmou.

Logística e comércio eletrônico

Joel também vinculou o avanço industrial à segurança pública, à logística e ao crescimento do comércio eletrônico.

“As indústrias precisam dessa segurança jurídica e física para investir. Aqui, o seguro de cargas é mais barato, o seguro de veículos é mais barato, e a posição logística de Goiás é privilegiada”, afirmou.

Segundo o secretário, o comércio eletrônico ampliou a importância dos centros de distribuição em Goiás.

“Depois da pandemia, o comércio eletrônico se expandiu; hoje se compra carro pela internet, e para isso é importante ter centros de distribuição em regiões como Aeroporto de Goiânia, Aparecida, Hidrolândia, Anápolis”, disse.

Em Anápolis, Joel afirmou que o governo deve entregar, no segundo semestre, um polo com 110 empresas.

“Na primeira etapa, são 67 empresas candidatas, mais empresas do que terrenos disponíveis”, afirmou.

Ele também citou investimentos em Aparecida de Goiânia e Hidrolândia.

“Em Aparecida, o polo logístico atraiu empresas como USIL, com galpão refrigerado e investimentos de bilhões em distribuição de medicamentos importados, além de Rocha, Biotec, Zambon, seis laboratórios que operam logística a partir de Aparecida”, disse.

“Em Hidrolândia, o prefeito tem trabalhado galpões para Shopee, Mercado Livre; em Anápolis, estamos vendo esse movimento também”, completou.

Joel afirmou ainda que a SIC trabalha para fortalecer o comércio físico, especialmente na cadeia da moda em Goiânia.

“A Secretaria trabalha o cinturão da moda, para que as confecções da região da 44, da Bernardo Sayão, tenham mão de obra e custo operacional competitivos para vender também nas plataformas digitais”, disse.

Pingue-pongue político

No fim da entrevista, Joel participou de um pingue-pongue político. Ao resumir terras raras em uma expressão, respondeu: “novos investimentos”. Sobre os Mercadões Goianos, disse: “inovação”.

Questionado sobre as eleições de 2026, afirmou que o cenário ainda pode mudar. “Acho que ainda teremos muita surpresa”, disse.

Sobre a disputa pelo Senado, Joel afirmou acreditar na eleição de dois nomes aliados ao governador Daniel Vilela. “Acredito que vão ser eleitos dois senadores aliados ao governador Daniel”, afirmou.

Pressionado a citar nomes, evitou cravar a chapa. “Eu não posso falar, porque até as convenções podem mudar muito”, disse.

Joel citou Wilder Morais como nome competitivo, mas voltou a defender a continuidade do grupo governista. “Wilder Morais: acredito que ele é um candidato que pode ter boa porcentagem. Mas acredito que o melhor para Goiás é a continuidade do governador Daniel. É um grande líder”, afirmou.

Sobre Adriana Accorsi, disse que a deputada federal está “desfocada”. “Adriana Accorsi: um quadro que está desfocado, uma boa pessoa no lugar errado”, afirmou.

Ao falar de Ronaldo Caiado, Joel foi direto. “Acho que é um grande nome para o Brasil”, disse. Sobre o PT, respondeu: “juros altos”.

Questionado sobre Daniel Vilela, elogiou a formação política e familiar do governador. “Daniel Vilela: um jovem bem formado, com exemplo da mãe, Sandra Vilela, uma das melhores primeiras-damas de Goiás, e do pai, político honesto e correto”, afirmou. “Ele teve bons exemplos em casa e um bom exemplo de governador nos últimos quatro anos”, completou.

Joel também comentou Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Sobre o ex-presidente, disse que ele “uniu a direita”. “Acho que ele trouxe uma vantagem para o Brasil: uniu a direita”, afirmou.

Já sobre Flávio, fez uma crítica. “Acho que foi uma escolha errada do presidente Jair Bolsonaro; podia ter escolhido um candidato como Caiado ou Tarcísio”, disse. Sobre Michelle Bolsonaro, avaliou que ela “pode ser uma grande senadora pelo DF”. Sobre Lula, respondeu: “já passou”.

Ao ser perguntado sobre quem será o próximo governador de Goiás, Joel cravou Daniel Vilela. Para presidente, apostou no ex-governador Ronaldo Caiado. “Tomara que seja Ronaldo Caiado. Vamos torcer para isso”, afirmou.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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