Presidente da Faeg cita capilaridade no interior e defende perfil técnico na composição da chapa governista
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Política
Na disputa silenciosa pela vaga de vice na chapa do governador Daniel Vilela (MDB), José Mário Schreiner (PSD) voltou ao básico: território. Em entrevista à Rádio Líder, de Rio Verde, nesta sexta-feira (10), o presidente da Faeg retomou o argumento que sustenta sua candidatura há meses, a capilaridade do sistema que representa.
Não é um detalhe menor. Schreiner fala em presença nos 246 municípios e em mais de 600 distritos e povoados. Trata-se de uma "onipresença". Enquanto a política tradicional ainda depende de agenda e palanque, Zé Mário sustenta que o agro já está instalado. “Nós estamos onde o cidadão produz e vive, do maior município ao menor povoado. O agro e o sistema Faeg não têm fronteiras dentro de Goiás”, disse.
O movimento tem endereço. Em um campo ainda sem definição clara para a vice, a disputa passa menos por discurso e mais por utilidade. Schreiner tenta se vender como alguém que entrega. Evoca a experiência na Faeg, no Sebrae-GO e no Fórum de Entidades Empresariais para sustentar que pode ser mais que um nome de composição. Campo e cidade entram no mesmo pacote, com a Faeg atuando na base rural e o Sebrae na engrenagem dos pequenos negócios. É a tal “visão 360 graus”.
Na mesma entrevista, fez um gesto de contenção. Alertou para o risco do “fogo amigo” e tratou de apontar o adversário fora de casa. Citou o senador Wilder Morais (PL) e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) como polos a serem enfrentados.
No fim, reforçou o óbvio que nem sempre é seguido e o que já disse em entrevista à este repórter. “Ninguém é candidato de si mesmo”, afirmou. Tradução: a vaga de vice não será resolvida no grito, mas na soma. Até lá, Schreiner segue fazendo o que pode. Marca presença e lembra que, no interior, isso ainda conta. Muito.
Vale lembrar: além de Zé Mário, há outros postulantes à função, em uma silenciosa e inédita disputa: o ex-secretário-Geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, nome técnico mas que corre por fora da disputa, especialmente por palacianos verem a necessidade de alguém político no cargo. O ex-senador Luiz do Carmo (PSD), que reúne o apoio das Igrejas Assembleia de Deus e o ex-prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, que recentemente migrou para o PRD e vai comandar a federação com o Solidariedade.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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