Ex-deputado atribui resultado à adesão do centro e critica gestão federal, populismo eleitoral e relação com ministros do STF
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O ex-deputado federal e professor da Faculdade de Direito da UFG Vilmar Rocha avalia que o resultado do primeiro turno expressa um desgaste do modelo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para além da rejeição pessoal ao petista. Para ele, Flávio Bolsonaro (PL) reuniu eleitores de centro e de centro-direita, além da base ideológica conservadora, e tem perspectiva de vitória no segundo turno. “Soma-se a ela o voto de eleitores independentes de centro e de centro-direita. Todos unidos a um movimento em oposição ao lulopetismo”, avaliou. Vilmar faz uma ressalva: o campo político que critica não representa “a totalidade da esquerda democrática”.
Na leitura do ex-deputado, o desempenho eleitoral está ligado à qualidade da administração federal. Ele acusa o governo de priorizar a permanência no poder e de não oferecer alternativas para o desenvolvimento sustentável do país.
Vilmar também aponta o que considera um aprofundamento do populismo durante a campanha, com a oferta de “soluções fáceis para problemas complexos”.
Críticas à relação com o STF
O professor dirige críticas à relação do presidente com integrantes do Supremo Tribunal Federal. Vilmar a classifica como “espúria” e acusa alguns ministros de tomar decisões que, em sua avaliação, contrariam a Constituição, direitos fundamentais e o Estado democrático de direito.
Ele atribui ao presidente Lula conivência com essas medidas, sem identificar os ministros ou especificar as decisões questionadas.
Aposta no segundo turno
Vilmar estende seu diagnóstico às disputas pela Câmara e pelo Senado. Para ele, o resultado legislativo reforça a tese de esgotamento do lulopetismo, mesmo com o que chama de “uso sem limites da máquina pública”. O ex-deputado não detalha episódios que sustentem essa acusação.
Ex-secretário de Estado e fundador e presidente do Instituto Vilmar Rocha de Formação Política e Cidadania, ele aposta na confirmação da vantagem de Flávio na etapa final da disputa. “A expectativa para o segundo turno é que seja confirmado o resultado do primeiro, porque o Brasil quer mudanças que renovem a esperança”, afirma.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.
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