Vanderlan Cardoso defendeu o afastamento temporário de Alexandre de Moraes e Paulo Gonet durante as apurações relacionadas ao caso Banco Master. (Foto: Divulgação)

Vanderlan Cardoso defendeu o afastamento temporário de Alexandre de Moraes e Paulo Gonet durante as apurações relacionadas ao caso Banco Master. (Foto: Divulgação)

Vanderlan Cardoso defendeu o afastamento temporário de Alexandre de Moraes e Paulo Gonet durante as apurações relacionadas ao caso Banco Master. (Foto: Divulgação)

Vanderlan Cardoso defendeu o afastamento temporário de Alexandre de Moraes e Paulo Gonet durante as apurações relacionadas ao caso Banco Master. (Foto: Divulgação)

Vanderlan defende afastamento de Moraes e Gonet durante apurações do caso Master

Vanderlan defende afastamento de Moraes e Gonet durante apurações do caso Master

Senador afirma que ministro do STF e procurador-geral deveriam deixar temporariamente os cargos enquanto avançam as investigações envolvendo Daniel Vorcaro

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Política

O senador Vanderlan Cardoso (PSD), candidato à reeleição, defendeu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se afastem temporariamente dos cargos enquanto avançam as apurações relacionadas ao caso Banco Master.

A declaração foi feita na última quinta-feira (3), durante entrevistas à BandNews Goiânia e à PUC TV Goiás. Vanderlan afirmou que considera necessário preservar a investigação diante das revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Não tem mais como contornar essa situação. Se eu fosse o ministro e o PGR, pediria afastamento até que essa investigação seja concluída. O restinho de credibilidade do Supremo está indo embora com todas essas ações da PF”, declarou.

Moraes e Gonet são mencionados em material da PF

Relatórios produzidos a partir da quebra de sigilo do celular de Vorcaro trouxeram referências aos nomes de Moraes e Gonet. O material integra as investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas relacionadas ao Banco Master.

O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinou aprofundamento das apurações e retirou o sigilo de parte do material. Gonet contestou a medida e defendeu a nulidade da investigação envolvendo Moraes, sob o argumento de que uma apuração contra ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário da Corte.

Ao comentar o caso, Vanderlan afirmou que as informações precisam ser esclarecidas. “É um escândalo que precisa ser apurado com muito rigor. Agora começou a aparecer muita coisa e acredito que ainda vai aparecer mais. O ministro André Mendonça está certo em defender que tudo seja esclarecido. O Brasil precisa saber o que de fato aconteceu”, disse.

Senador diz que pretende disputar presidência do Senado

Vanderlan também afirmou que pretende disputar a presidência do Senado caso seja reeleito. Segundo ele, uma eventual candidatura teria como uma das bandeiras colocar em discussão temas que considera paralisados na Casa. “Quero fazer história. Se eleito presidente, vou destravar todas as pautas polêmicas, como impeachment de ministro, o caso Master e o rombo do INSS. Está tudo parado na Casa e vou dar andamento”, afirmou.

O senador disse ainda que já assinou pedidos de impeachment contra ministros do STF e criticou a falta de votação dessas iniciativas. Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do Supremo em casos de crimes de responsabilidade, mas a abertura desses procedimentos depende da tramitação interna da Casa.

Vanderlan defendeu que os pedidos apresentados sejam submetidos à discussão dos senadores. “O Senado precisa discutir e decidir”, declarou.

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Karla Alves

É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.

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