Medida entra em vigor nesta quinta-feira e atinge exportações brasileiras enquanto União Europeia cobra garantias sobre controle de antimicrobianos na produção animal
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Economia
A suspensão da entrada de produtos brasileiros de origem animal na União Europeia passou a valer nesta quinta-feira (3). A medida ocorre porque o Brasil não foi incluído na relação de países considerados pelo bloco como adequados às novas exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.
A restrição alcança produtos destinados ao consumo humano e atinge cadeias como carne bovina, aves, suínos, pescados, mel e ovos. O Brasil negocia com as autoridades europeias para reverter a decisão e sustenta que busca atender integralmente às exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.
Goiás acompanha o movimento porque as proteínas animais ocupam posição importante na pauta exportadora estadual.
Carne bovina tem peso nas exportações goianas
A carne bovina respondeu por 75,2% do valor exportado pelo complexo de carnes de Goiás no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, o Estado ampliou de 62 para 77 o número de destinos atendidos e registrou crescimento de 32% no faturamento das vendas externas do produto.
Os Países Baixos, integrantes da União Europeia, estavam entre os mercados que mais ampliaram as compras de carne bovina goiana no período. O valor das aquisições cresceu 168,2% em relação aos três primeiros meses de 2025.
Os números mostram que o mercado europeu participa da expansão recente das exportações goianas, embora China e Estados Unidos continuem entre os principais destinos da carne bovina produzida no Estado.
Frango também amplia presença no exterior
A avicultura goiana também chegou a 2026 com aumento das vendas internacionais. No primeiro semestre, Goiás exportou 19,1% mais carne de frango em volume do que no mesmo período de 2025.
A produção estadual vinha ampliando a diversificação dos compradores. Entre janeiro e maio, foram registrados embarques para 91 países.
O impacto efetivo da suspensão europeia sobre Goiás dependerá do volume das empresas goianas direcionado aos países do bloco e da duração da restrição.
Brasil tenta reverter decisão
O Ministério da Agricultura informou que mantém negociações técnicas com a União Europeia sobre as regras de controle de antimicrobianos e que não pediu flexibilização das normas.
A Comissão Europeia informou que realiza auditoria no Brasil. No caso de algumas cadeias, como frango e mel, a análise técnica poderá contribuir para uma revisão da restrição caso o país demonstre atendimento às exigências estabelecidas pelo bloco.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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