Modernização do Serra Dourada prevê preservar a cobertura em balanço, as arquibancadas superiores, os vãos livres e o concreto aparente que caracterizam o projeto original. Foto: Divulgação/Complexo Serra Dourada

Modernização do Serra Dourada prevê preservar a cobertura em balanço, as arquibancadas superiores, os vãos livres e o concreto aparente que caracterizam o projeto original. Foto: Divulgação/Complexo Serra Dourada

Modernização do Serra Dourada prevê preservar a cobertura em balanço, as arquibancadas superiores, os vãos livres e o concreto aparente que caracterizam o projeto original. Foto: Divulgação/Complexo Serra Dourada

Modernização do Serra Dourada prevê preservar a cobertura em balanço, as arquibancadas superiores, os vãos livres e o concreto aparente que caracterizam o projeto original. Foto: Divulgação/Complexo Serra Dourada

Serra Dourada manterá traços de Paulo Mendes da Rocha em maior modernização em 50 anos

Serra Dourada manterá traços de Paulo Mendes da Rocha em maior modernização em 50 anos

Projeto prevê preservação da arquitetura brutalista original, novos camarotes e áreas de hospitalidade, além de parque poliesportivo, pista de corrida e ciclovia

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Cidades

O Estádio Serra Dourada passará pela maior transformação desde sua inauguração, há cerca de 50 anos, mas o projeto de modernização prevê manter os principais elementos da arquitetura criada por Paulo Mendes da Rocha, um dos nomes mais importantes da arquitetura brasileira e vencedor do Prêmio Pritzker.

A proposta é incorporar novas estruturas de conforto, segurança, acessibilidade e hospitalidade sem descaracterizar a linguagem brutalista do estádio, marcada pelo concreto aparente, grandes vãos e formas estruturais expostas.

Segundo a administração do Complexo Serra Dourada, a cobertura em balanço, as arquibancadas superiores e os vãos livres serão preservados.

Novas estruturas sem alterar desenho original

O projeto é conduzido pela BCMF Arquitetos, escritório responsável por intervenções em equipamentos esportivos como o Mineirão, modernizado para a Copa do Mundo de 2014.

Camarotes e outras áreas de hospitalidade deverão ser instalados principalmente em espaços já existentes ou em estruturas anexas. “O maior compromisso com um patrimônio dessa relevância é assegurar que continue vivo e funcional. Nosso papel é reconhecer a inteligência do desenho original e garantir que ela continue plenamente legível”, afirma o arquiteto Bruno Campos.

A estrutura de concreto aparente também passou por levantamentos e diagnósticos técnicos antes da definição das intervenções.

Segundo o superintendente de Operações do complexo, Diogo Bertarini, as análises orientam soluções destinadas a preservar as superfícies que fazem parte da identidade arquitetônica do estádio.

Parque de 16 mil metros quadrados

As mudanças também alcançarão o entorno do Serra Dourada.

Áreas atualmente ocupadas por asfalto deverão dar lugar a um parque poliesportivo de 16 mil metros quadrados e a um parque linear. O projeto prevê ainda pista de corrida, ciclovia e paisagismo com espécies associadas ao Cerrado.

A identidade regional também deverá aparecer nas cores utilizadas na modernização. Tons inspirados no ipê-amarelo e na paisagem goiana estão previstos para novas cadeiras e ambientes internos.

Uso durante todo o ano

O Complexo Serra Dourada reúne o estádio, o Ginásio Valério Luiz de Oliveira e as áreas de convivência que serão incorporadas ao projeto.

A administração pretende ampliar o funcionamento do espaço para além das partidas de futebol, com utilização para shows, feiras, eventos culturais, atividades esportivas e gastronomia. “Respeitamos a icônica arquitetura e a história do maior palco do futebol goiano. O que estamos fazendo é trazer conforto, segurança e acessibilidade”, afirma o diretor superintendente do complexo, Paulo Rossi.

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Karla Alves

É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.

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