Candidata a deputada estadual pelo Novo defende estrutura integrada com atendimento jurídico, psicológico e social, além de medidas de proteção e apoio à autonomia financeira
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A candidata a deputada estadual Fernanda Sarelli (Novo) apresentou como uma das principais propostas de campanha a criação da Casa da Acolhida, estrutura voltada ao atendimento de mulheres vítimas de violência, abandono e vulnerabilidade social.
A proposta prevê reunir em um mesmo espaço serviços jurídicos, psicológicos, sociais e de saúde, além de encaminhamento para medidas protetivas e articulação com órgãos de segurança e Justiça.
O projeto também inclui atendimento aos filhos das vítimas, com avaliação das condições de saúde, alimentação, educação e segurança das crianças.
Atendimento integrado
A intenção é reunir diferentes órgãos e serviços para reduzir o deslocamento das mulheres entre diversas instituições após uma denúncia.
A rede proposta envolveria Segurança Pública, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar, profissionais de saúde e assistência social, além de organizações da sociedade civil e iniciativa privada.
Segundo Fernanda, a proposta parte da avaliação de que muitas mulheres permanecem em relações abusivas por períodos prolongados antes de procurar ajuda. “Não basta simplesmente dizer para uma mulher: ‘Denuncie’. Precisamos ser capazes de dizer: ‘Você pediu ajuda. Agora nós vamos acolher você, cuidar dos seus filhos, ajudá-la a acessar a Justiça, trabalhar pela sua proteção e ajudá-la a reconstruir sua vida’”, afirmou.
Tecnologia e monitoramento
Outra frente apresentada pela candidata é o Mulher Tec, proposta de utilização de tecnologia no acompanhamento de casos de violência.
A ideia prevê integração de mecanismos de monitoração eletrônica e sistemas de alerta para identificar aproximações indevidas de agressores, quando houver determinação judicial para esse tipo de acompanhamento.
O projeto citado pela campanha também prevê uso de ferramentas tecnológicas para agilizar a comunicação com os órgãos de segurança.
Autonomia financeira
A Casa da Acolhida também teria ações voltadas à geração de renda e inserção no mercado de trabalho.
A proposta inclui capacitação profissional, incentivo ao empreendedorismo e parcerias com empresas para encaminhamento a oportunidades de emprego.
Fernanda argumenta que a dependência financeira é um dos fatores que podem dificultar o rompimento de mulheres com relacionamentos violentos.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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