Vereador mantém pretensão de suceder Policarpo, admite composição com Guiotti e Henrique Alves e descarta ruptura com o Paço
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Política
O vereador Ronilson Reis (Solidariedade) afirmou que a disputa pela presidência da Câmara Municipal de Goiânia caminha para uma composição, mas ressalvou que ainda não há definição sobre quem encabeçaria o acordo. Um dos postulantes ao comando da Casa, ele classificou como legítimo o apoio do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) a Thialu Guiotti (Avante), mas cobrou reconhecimento aos demais interessados que também integram a base municipal. “Ele só não pode esquecer que os outros postulantes são da base também. Ou seja, o Henrique Alves é da base, também está postulando, eu sou da base, que estou postulando, e a escolha dele não tem problema nenhum”, afirmou.
A declaração mantém Ronilson na negociação pela sucessão do presidente Romário Policarpo (Cidadania), eleito deputado estadual, sem transformar a preferência do prefeito por Guiotti em motivo de rompimento. Questionado sobre eventual fragmentação da base, o vereador disse não enxergar esse risco. “Não vejo dessa forma, não. Até porque, vou falar por mim, tanto eu como o Henrique ou outro que tiver aí, a gente não tem nada contra o Thialu, não. A única coisa que as pessoas tentam é se viabilizar”, declarou.
Composição sem nome definido
Ronilson afirmou que aceita discutir uma chapa de consenso e que não tem objeção a um entendimento entre os postulantes. Ao ser questionado se o cenário indicava confronto ou acordo, respondeu: “Eu acho que está caminhando mais para uma composição”.
A disposição para negociar, porém, não veio acompanhada de anúncio de desistência. O vereador disse que ainda não havia uma proposta definida sobre quem lideraria a eventual chapa. “Não está definido ainda. Até porque não foi proposto ainda esse modelo de composição”, afirmou. Segundo ele, a convocação da eleição deve abrir espaço para intensificar as conversas entre os grupos.
Ronilson também se comprometeu a respeitar a escolha da maioria, mesmo que o resultado favoreça outro concorrente. “Se for o Thialu, vai ser o Thialu, se for o Henrique Alves, vai ser o Henrique Alves, se for um quarto postulante, nós vamos acatar.”
Disputa por estrutura e poder
Ao explicar o interesse pela presidência, o vereador relacionou o cargo à capacidade de ampliar a atuação política de quem representa o Legislativo da capital. “É questão de estrutura, de poder, de viabilizar politicamente. Nós sabemos que ser um presidente da Câmara te dá um gabarito muito grande, porque você é representante de um poder”, disse.
Na avaliação de Ronilson, a eleição de vereadores para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados demonstra a projeção estadual dos mandatos municipais. Ele chegou a afirmar que a Câmara de Goiânia tem mais protagonismo que a Alego, citando a repercussão das discussões da capital e o interesse de parlamentares do interior por projetos apresentados na Casa.
Sobre o calendário da sucessão, Ronilson disse que, no momento da entrevista, ainda não havia data definida. Manteve abertas as duas possibilidades: “A qualquer momento pode chamar, pode ter uma composição como pode ter também uma disputa”.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.
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