Kowalsky Ribeiro levou os dois aliados a Brasília para uma conversa com Carlos Lupi, mas negociações não avançaram
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Política
Aliado de primeira hora de Romário Policarpo, o presidente do PDT em Goiás, Kowalsky Ribeiro, revelou que, antes de assumir o comando estadual da legenda, tentou levar o presidente da Câmara de Goiânia e o secretário estadual de Esporte e Lazer, Welington Peixoto, para o partido. A declaração foi dada ao podcast Domingos Conversa, transmitido nesta quarta-feira (29).
Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, Kowalsky contou que levou os dois a Brasília para uma reunião com Carlos Lupi, principal dirigente nacional do PDT. O encontro tinha como objetivo construir uma composição partidária para as eleições de 2026.
“Eu cheguei a levar o Romário e o Welington Peixoto lá no Carlos Lupi para fazer uma composição de chapa. E aí cada um seguiu o seu caminho. É natural que isso aconteça. Ainda bem que estamos numa democracia”, afirmou.
As negociações, no entanto, não avançaram. Welington Peixoto permaneceu no PRD, partido que preside em Goiás, enquanto Policarpo se filiou ao Cidadania e prepara uma candidatura à Assembleia Legislativa.
Kowalsky afirmou que tinha interesse direto em contar com Policarpo na chapa do PDT para deputado estadual. “Queria eu ter o Romário na minha chapa de deputado estadual. A primeira coisa que fiz foi convidá-lo para vir para o partido”, disse.
Questionado sobre qual espaço Policarpo poderia ocupar na estrutura partidária, o dirigente afirmou que o presidente da Câmara poderia assumir o comando municipal da legenda ou integrar a direção estadual.
“Com certeza ele poderia ser o presidente de Goiânia ou o meu vice-presidente”, declarou.
Relação de longa data
Kowalsky disse que a relação com Policarpo começou no Vila Nova, durante a primeira eleição de Hugo Jorge Bravo para a presidência do clube. Posteriormente, o vereador o convidou para assumir a Procuradoria-Geral da Câmara de Goiânia.
Segundo o presidente do PDT, a proximidade entre os dois permanece, embora estejam hoje em partidos diferentes.
“Minha proximidade com ele me atrapalha e atrapalha ele. O pessoal liga para ele para reclamar: ‘O Kowalsky está lá, e o PDT vai com fulano’. Ele fala: ‘Gente, o Kowalsky está fazendo o que tem que fazer como presidente do partido. Meu partido é o Cidadania’”, relatou.
Kowalsky afirmou que continuará prestando apoio jurídico e político a Policarpo dentro dos limites impostos pelas diferentes filiações partidárias.
A tentativa de filiar os dois fazia parte da articulação iniciada antes de Kowalsky assumir oficialmente o PDT. O dirigente chegou ao comando estadual após as saídas da deputada federal Flávia Morais e do deputado estadual George Morais para o MDB.
Desde então, trabalha para reorganizar as estruturas municipais e montar as chapas proporcionais. Segundo ele, o PDT pretende apresentar 18 candidatos a deputado federal e disputar ao menos uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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