(Foto: Lucas Coqueiro)

(Foto: Lucas Coqueiro)

(Foto: Lucas Coqueiro)

(Foto: Lucas Coqueiro)

Daniel sugere a candidatos ao Senado “colar” no voto de Gracinha

Daniel sugere a candidatos ao Senado “colar” no voto de Gracinha

Governador considera superado o atrito com Mendanha e cobra respeito entre aliados

·

EXCLUSIVO

O governador Daniel Vilela (MDB), candidato à reeleição, sugeriu que os candidatos ao Senado busquem o segundo voto dos eleitores da ex-primeira-dama Gracinha Caiado. Em entrevista a Domingos Ketelbey, no Domingos Conversa desta sexta-feira (11), afirmou que ela tem o voto mais consolidado da disputa e que essa associação seria sua estratégia caso concorresse a uma das vagas. “Agora, se eu fosse um desses candidatos, para mim seria muito óbvio a minha estratégia. É colar no voto daquela que tem o voto mais cristalizado e consolidado hoje, que é a dona Gracinha. É o segundo voto dela”, declarou.

Daniel atribuiu essa condição ao reconhecimento do trabalho desenvolvido por Gracinha na proteção social e à força política do ex-governador Ronaldo Caiado. Na avaliação dele, os demais candidatos ainda procuram a melhor estratégia para disputar a segunda cadeira.

A discussão foi provocada pelas combinações de votos envolvendo candidatos governistas e o deputado federal Gustavo Gayer (PL). Em entrevista anterior ao programa, o candidato ao Senado havia atribuído aos próprios eleitores os movimentos de apoio conjunto com Gracinha e com o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha.

Daniel avaliou que parte dessas articulações ainda circula de maneira superficial, sem necessariamente chegar ao eleitor. Ao defender uma campanha associada a Gracinha, porém, fez uma ressalva: a combinação precisa ter coerência política. “Tem que ter o mesmo objetivo, o mesmo princípio, a mesma linha política. Isso aí é preciso ter, porque se você destoar, isso não vai colar”, afirmou. O governador não anunciou uma dupla pessoal de votos durante a entrevista.

Disputa até a última semana


Na leitura de Daniel, a eleição para o Senado está mais sujeita a mudanças na reta final do que as disputas pelo governo e pela Presidência. Ele argumentou que o eleitor costuma definir esse voto depois das escolhas para os outros cargos. “O Senado muda de quinta para domingo, na última semana”, disse. “Por isso que a gente às vezes vê muitas mudanças de última hora. Então, é um cenário muito ainda, digamos, difícil de se prever.”

O governador tratou Gracinha como uma exceção a essa maior instabilidade, por considerar que ela já construiu uma relação com o eleitorado. Para os demais, sustentou que uma campanha conjunta pode produzir crescimento nos últimos dias, desde que exista alinhamento entre as candidaturas.

Mendanha e os limites da disputa interna

Questionado sobre o atrito entre Gracinha e Mendanha, Daniel classificou o episódio como “página virada”. Também confirmou que o ex-prefeito permanece na base governista e citou o discurso em que o aliado elogiou Caiado, Gracinha e o grupo político durante agenda em Aparecida.

O governador reconheceu que a presença de várias candidaturas produz conflitos. Comparou a situação às disputas entre candidatos a deputado estadual e federal, mas afirmou que existe um entendimento sobre os limites da competição dentro do grupo. “Dentro da nossa base, entre os nossos candidatos, nós temos que ter o nosso respeito, os nossos limites”, declarou.

“Uma coisa é você apresentar a sua estratégia, fazer o seu trabalho, outra coisa é você atacar qualquer adversário. Isso aí a gente tem clareza e combinado”, completou.

Image

Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

Continue a leitura

You can't work for Twitter, Elon Musk is different