Ministro indicado por Bolsonaro sucede Cármen Lúcia e terá André Mendonça como vice na condução da corte
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Política
O Tribunal Superior Eleitoral marcou para 12 de maio a posse do ministro Nunes Marques como presidente da Corte. Ele substitui Cármen Lúcia, que conclui mandato de dois anos à frente do tribunal responsável pela organização das eleições no país.
A mudança segue o rito tradicional de antiguidade entre ministros do Supremo Tribunal Federal que também integram o TSE. Na vice-presidência, assume André Mendonça, consolidando uma composição formada por indicados recentes à Suprema Corte.
A chegada de Nunes Marques ao comando do TSE ocorre em um momento de preparaçãopara o político-eleitoral, com a Justiça Eleitoral retomando protagonismo diante do calendário de 2026. O tribunal tem papel central na definição de regras, julgamento de candidaturas e fiscalização do processo.
Natural de Teresina, o ministro tem 53 anos e foi indicado ao STF em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, na vaga aberta com a aposentadoria de Celso de Mello. Antes disso, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília.
A trajetória inclui cerca de 15 anos na advocacia e passagem pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, experiência que reforça o vínculo prévio com a Justiça Eleitoral.
A estrutura do TSE permanece inalterada. São sete ministros titulares, sendo três oriundos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois advogados indicados pelo presidente da República, além dos respectivos substitutos. A presidência, ocupada sempre por um ministro do Supremo, funciona como eixo político e administrativo do tribunal.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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