Mabel fala sobre escala 6x1 em coletiva de imprensa (Foto: Divulgação)

Mabel fala sobre escala 6x1 em coletiva de imprensa (Foto: Divulgação)

Mabel fala sobre escala 6x1 em coletiva de imprensa (Foto: Divulgação)

Mabel fala sobre escala 6x1 em coletiva de imprensa (Foto: Divulgação)

Como Mabel vê o possível fim da escala 6x1, em tramitação na Câmara

Como Mabel vê o possível fim da escala 6x1, em tramitação na Câmara

Prefeito de Goiânia avalia que medida pode elevar custos e atingir consumo, mesmo com benefício restrito a parte dos trabalhadores

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Política

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), se manifestou na manhã desta quarta-feira (22) sobre a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho. Com histórico no setor empresarial, ele adotou tom cauteloso e levantou dúvidas sobre os efeitos econômicos da medida.

Ao ser questionado sobre o tema durante entrevista coletiva, Mabel disse ver necessidade de aprofundar o debate antes de qualquer avanço. “Eu acho que a PEC 6x1 precisa ser discutida com cuidado. Eu tenho muita preocupação com ela”, afirmou.

O prefeito argumenta que o impacto positivo da proposta seria limitado a uma parcela dos trabalhadores formais, enquanto os custos seriam mais amplos. “São só 26% do país que vão ser beneficiados, mas os que vão ser atingidos pelo custo disso daí é 100%”, declarou.

Na avaliação de Mabel, a redução da jornada tende a pressionar custos operacionais das empresas, com possível repasse para preços. “Você precisa aumentar o gasto. Esse gasto vai para onde? Vai para a inflação”, disse.

Ele também apontou risco de perda de poder de compra, inclusive para quem teria redução de jornada. “Muitas vezes nem aquele trabalhador que só foi para casa descansar mais quatro horas vai ganhar. Ele vai pagar esse custo da inflação”, afirmou.

O prefeito citou ainda uma estimativa de impacto inflacionário entre 8% e 10%, sem detalhar a fonte. O dado exige verificação, já que não há consenso público sobre projeções dessa magnitude vinculadas à proposta.

Apesar das críticas, Mabel evitou rejeitar mudanças na legislação trabalhista de forma geral. “Eu não sou contra medidas trabalhistas que podem ampliar o emprego, mas tudo me parece que ela não faz isso daí”, disse.

A manifestação ocorre em meio à reação de entidades do setor produtivo, que já vinham se posicionando contra a proposta. Em Goiás, lideranças empresariais defendem cautela e alertam para possíveis efeitos sobre emprego e atividade econômica.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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