Presidente afirma que financiamento do esporte não justifica impactos das apostas; clubes argumentam que restrições podem atingir contratos de patrocínio
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Política
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender medidas duras contra as casas de apostas on-line e rebateu a reação de clubes de futebol que alertaram para os efeitos financeiros de uma eventual restrição ao setor.
Durante ato em Guarulhos, Lula afirmou que, se dependesse de sua decisão, as bets seriam encerradas no país. Também rejeitou a tese de que o futebol brasileiro dependeria das empresas de apostas para sobreviver. “Dizer que o futebol vai acabar é balela”, afirmou ao responder à mobilização de clubes.
Clubes reagem
Equipes da Série A e entidades esportivas divulgaram um manifesto contrário a mudanças que comprometam contratos de patrocínio com empresas de apostas.
Atualmente, 13 dos 20 clubes da primeira divisão têm casas de apostas como patrocinadoras master. Estimativas apresentadas pelo setor apontam mais de R$ 1 bilhão por ano em contratos com os times da elite.
Os clubes defendem a manutenção do mercado regulamentado e argumentam que uma proibição poderia fortalecer plataformas clandestinas.
Governo ainda discute formato
Apesar das declarações de Lula, ainda não há uma decisão final sobre o alcance das mudanças.
Dentro do governo estão em discussão alternativas como proibir cassinos virtuais, restringir publicidade e ampliar mecanismos de proteção ao apostador. Uma das possibilidades preservaria as apostas esportivas e os patrocínios aos clubes, concentrando as restrições nos jogos de cassino on-line.
Lula também reconheceu que mudanças mais amplas dependem do Congresso Nacional. O debate ocorre em meio a estudos sobre endividamento e comprometimento da renda das famílias provocado pelas apostas.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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