Ex-senador afirma que trabalha para ser escolhido por Vilela, mas defende que definição cabe ao candidato e não deve ser alvo de campanha pública
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Política
O ex-senador Luiz do Carmo (Podemos), afirmou que a vaga de vice na eventual chapa encabeçada por Daniel Vilela (MDB) nas eleições de 2026 deve ser resultado de convite do candidato a governador, e não fruto de disputa pública entre interessados. Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, durante o podcast Domingos Conversa, que será transmitido na próxima segunda-feira (16), ele disse trabalhar para ser escolhido, mas ressaltou que a decisão cabe ao títular da chapa, em conjunto com o governador Ronaldo Caiado (PSD) e a primeira-dama Gracinha Caiado (UB).
“Vice não pode ter disputa. Vice tem que ser convidado. Tem que ser quem agrega voto e quem o titular confia”, afirmou.
Luiz do Carmo se coloca entre os nomes que desejam compor a chapa governista. Empresário, produtor rural e ex-senador, ele argumenta que pode contribuir eleitoralmente para o projeto político liderado por Daniel Vilela e pelo governador Ronaldo Caiado.
“Eu estou lutando para ser vice do Daniel. Eu posso levar votos e também prestígio político. Tenho amizade com prefeitos, vereadores e lideranças no estado inteiro”, disse.
O ex-senador também destacou sua relação política com Caiado, de quem foi suplente no Senado. Segundo ele, ambos percorreram o estado durante a campanha que levou o atual governador ao Senado, em 2014.
“Quando o Caiado foi candidato a senador, muita gente dizia que ele não ganhava. Nós rodamos Goiás inteiro e conseguimos elegê-lo. Depois ele foi para o governo e eu virei senador”, relembrou.
Nos bastidores da base governista, a vaga de vice tem despertado interesse de diferentes grupos políticos. Entre os nomes mencionados estão o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha. O secretário-geral de Governo, Adriano Rocha Lima, também aparece entre os relacionados.
Luiz do Carmo evitou críticas aos possíveis concorrentes, mas reiterou que a função deve ser definida pelo candidato a governador. “Todos são gente boa e capacitados. Mas a disputa é do candidato a governador. O vice tem que ajudar a agregar, não dividir”, afirmou.
Ele também comentou a possibilidade de o grupo governista utilizar pesquisas qualitativas para ajudar na escolha do vice. A estratégia chegou a ser mencionada pelo governador Ronaldo Caiado em entrevistas recentes. Para o ex-senador, no entanto, a definição precisa levar em conta principalmente a confiança política.
“Pesquisa pode indicar alguém que não tem ligação com o Daniel. O vice precisa ser alguém que agrega à chapa e que o candidato confie”, avaliou.
Mesmo diante da disputa interna, Luiz do Carmo afirmou que apoiará Daniel Vilela independentemente da decisão sobre a vice. “Eu sou Daniel sendo vice ou não sendo vice. Vou andar o estado inteiro pedindo voto para ele”, declarou.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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