Petistas comemoram pré-candidatura de Luis César Bueno, que não participou da reunião, nem da foto oficial (Foto: Divulgação/PT)

Petistas comemoram pré-candidatura de Luis César Bueno, que não participou da reunião, nem da foto oficial (Foto: Divulgação/PT)

Petistas comemoram pré-candidatura de Luis César Bueno, que não participou da reunião, nem da foto oficial (Foto: Divulgação/PT)

Petistas comemoram pré-candidatura de Luis César Bueno, que não participou da reunião, nem da foto oficial (Foto: Divulgação/PT)

PT define pré-candidatura de Luís César Bueno ao Governo de Goiás após meses de indefinição

PT define pré-candidatura de Luís César Bueno ao Governo de Goiás após meses de indefinição

Ex-deputado será o pré-candidato ao governo após semanas de indefinição, desistência de Faedo e pressão interna por Adriana Accorsi

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Política

A Executiva estadual do PT-GO decidiu nesta segunda-feira (8) que o ex-deputado estadual Luís César Bueno será o pré-candidato do partido ao Governo de Goiás em 2026. A escolha encerra uma novela interna que atravessou os últimos meses e chegou a incomodar setores da própria legenda, preocupados com o atraso na montagem do palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado.

A definição veio depois da desistência do produtor rural Flávio Faedo, que havia sido sondado pela cúpula petista para encabeçar a chapa em reunião que ocorreu nesta segunda. Faedo era visto por parte da direção como uma tentativa de ampliar o diálogo do partido com o interior e com setores do agronegócio. 

Luís César nunca retirou o nome da mesa, apesar de não ter participado da reunião que o ungiu candidato. Mesmo quando a legenda avaliava alternativas, o ex-deputado manteve discurso de unidade e defendia que o partido saísse com candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas. Nos bastidores, o nome da deputada federal Adriana Accorsi chegou a circular como alternativa para o governo.

A parlamentar, porém, sempre relutou em abandonar o projeto de reeleição à Câmara. A escolha de Luís César preserva Adriana, mas também revela o limite das opções petistas para uma disputa estadual em que o governador Daniel Vilela (MDB) aparece na dianteira.

O próximo passo será a composição da chapa majoritária com os partidos da Frente Democrática. Estão nessa mesa a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, a Federação PSOL-Rede, além de PSB e PDT. A decisão sobre o candidato ao governo resolve uma parte do problema, mas abre outra: a divisão dos espaços para Senado, vice e suplências.

O PT chega à definição com tempo político perdido. Enquanto Daniel Vilela percorre o Estado com a máquina na mão e a oposição de direita tenta se reorganizar em torno de Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), o partido de Lula passou meses discutindo quem seria o próprio candidato.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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