Assembleia realizada na Casa da Indústria marca nova etapa do projeto, que combina geração de renda, moda circular e economia criativa em Goiânia
·
Economia
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL Goiás) passou a apoiar a formalização do Coletivo Rosa, rede formada por cerca de 180 mulheres empreendedoras que atuam em segmentos como brechós, artesanato, alimentação, acessórios e beleza.
A nova etapa do projeto foi discutida nesta segunda-feira (28), durante a 1ª Assembleia Geral do coletivo, realizada na Casa da Indústria, em Goiânia. O encontro reuniu integrantes da rede, entidades parceiras e representantes do poder público.
A formalização é vista como um passo necessário para ampliar a capacidade do grupo de firmar parcerias, acessar recursos e estruturar novas ações.
Estrutura para ampliar o projeto
Vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e diretor do IEL Goiás, Flávio Rassi afirmou que a atuação da instituição pretende dar suporte à organização de um trabalho que já vinha sendo desenvolvido pelas próprias empreendedoras. “O nosso trabalho aqui não é catalisar o que essas empreendedoras já estão fazendo. É conseguir dar a roupagem necessária para aquilo que elas já fazem bem-feito. A formalização é fundamental para facilitar a captação de recursos para o desenvolvimento desse projeto”, afirmou.
Do Cabide Rosa ao Coletivo Rosa
A iniciativa foi criada por Paula Braga e surgiu inicialmente com o nome de Cabide Rosa.
As primeiras articulações ocorreram no ambiente digital e ganharam formato presencial em março de 2022, após a fase mais crítica da pandemia da Covid-19.
A primeira feira reuniu 52 expositoras no Parque Atheneu. Sem patrocínio, as participantes contribuíram com R$ 10 cada para alugar um carro de som e divulgar o evento no bairro.
Rede cresceu e diversificou atividades
Com o tempo, o projeto deixou de reunir apenas brechós e passou a incorporar mulheres de diferentes áreas da economia criativa.
Atualmente, cerca de 180 empreendedoras estão cadastradas na rede. Nas edições de maior porte, aproximadamente 120 expositoras participam simultaneamente.
Neste ano, o Coletivo Rosa chegou à marca de 74 edições itinerantes realizadas em diferentes regiões de Goiânia.
Economia circular e geração de renda
Os brechós continuam como uma das bases do projeto e aproximam a iniciativa da economia circular, modelo que busca prolongar a vida útil de produtos e reduzir desperdícios.
Ao mesmo tempo, a ampliação para outros segmentos transformou o coletivo em uma rede mais ampla de empreendedorismo feminino e geração de renda.
Com a formalização, a expectativa é criar uma estrutura jurídica e administrativa que permita ao grupo disputar editais, receber recursos e estabelecer novas parcerias.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
Continue a leitura









