Integração entre equipes, acompanhamento de internações e atendimento à suspeita de infarto estão entre as medidas descritas pela unidade
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Política
O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP) anunciou a obtenção da acreditação ONA 2, classificação que reconhece a integração dos processos de assistência e gestão. Para quem depende do SUS, as mudanças relatadas pela unidade envolvem o acompanhamento de pacientes que aguardam leitos ou procedimentos e a organização do atendimento entre UPAs, Samu e hospital.
De acordo com o HMAP, a unidade é o único hospital municipal de Goiás com a certificação nesse nível. O hospital é mantido pela Prefeitura de Aparecida e administrado pelo Einstein desde 2022.
Concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), a classificação Acreditado Pleno representa uma etapa posterior à ONA 1, já obtida pelo hospital. A avaliação considera, além da assistência direta, a gestão de riscos, a comunicação entre setores e a capacidade de manter os processos em funcionamento.
Suspeita de infarto tem atendimento integrado
Uma das iniciativas é o projeto SUPRA, que conecta Unidades de Pronto Atendimento, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, telemedicina e HMAP no atendimento a pacientes com suspeita de infarto.
Segundo a unidade, o projeto estabelece um fluxo desde o primeiro atendimento até a chegada ao hospital e à assistência especializada. Não foram divulgados números sobre redução do tempo de espera ou resultados clínicos relacionados à iniciativa.
No ambulatório e na hemodinâmica, o hospital também mantém um trabalho de acompanhamento para organizar as etapas pelas quais o paciente precisa passar. A proposta é facilitar a continuidade do cuidado entre os diferentes serviços.
Acompanhamento de leitos e prevenção de falhas
Outra frente envolve a equipe de regulação, responsável pela comunicação sobre pacientes encaminhados e aqueles que ainda aguardam leitos ou procedimentos na rede. O hospital também realiza reuniões em diferentes turnos para identificar riscos e discutir situações da rotina.
O secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, afirma que a certificação exige articulação entre os setores. “A ONA 2 exige um nível maior de integração institucional, no qual os processos precisam funcionar de maneira articulada, com gestão de riscos, monitoramento de indicadores e avaliação contínua dos resultados.”
A unidade também promove capacitações em UBS e UPAs e realizou um simulado de atendimento a múltiplas vítimas. Nesse exercício, diferentes equipes testaram os fluxos de atendimento para identificar falhas e preparar a resposta a emergências de maior proporção.
Para o diretor do HMAP, Pedro Vieira, o avanço está na conexão entre as rotinas do hospital. “A ONA 2 mostra que avançamos não apenas porque temos processos estabelecidos, mas porque eles estão cada vez mais conectados e são utilizados para gerar aprendizado e melhorar a assistência”, afirma.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.
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