Canais ligados a apoiadores de lideranças políticas da França, Espanha e Argentina passaram de 123 mil para 249 mil integrantes em dois dias, segundo levantamento
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Política
Grupos políticos na França, Espanha e Argentina que adotaram estratégias semelhantes às usadas na mobilização digital de apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registraram forte crescimento após as eleições brasileiras.
Segundo levantamento publicado pelo Jornal Opção, três dos principais canais passaram, juntos, de 123 mil para 249 mil integrantes em dois dias, alta de aproximadamente 102%.
As comunidades se inspiram no modelo utilizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), baseado na concentração de apoiadores em canais de mensagens e na distribuição coordenada de conteúdos nas redes sociais.
Grupo francês mais que dobra
Na França, um canal formado por apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, fundador do partido França Insubmissa, passou de 57 mil para 147 mil participantes em dois dias.
O crescimento ocorre enquanto grupos políticos franceses começam a se movimentar para as eleições presidenciais de 2027.
Na Espanha, um canal formado por apoiadores do primeiro-ministro Pedro Sánchez passou de 25 mil para 42 mil integrantes.
As comunidades compartilham vídeos, imagens, discursos e outros conteúdos relacionados às respectivas lideranças políticas.
Modelo chega à Argentina
Na Argentina, uma comunidade ligada a setores jovens do peronismo passou de 41 mil para 60 mil participantes no mesmo período.
O grupo faz oposição ao presidente Javier Milei e utiliza elementos da mobilização digital brasileira como referência para sua atuação nas redes sociais.
Estratégia pode exigir adaptações
Apesar do crescimento dos canais, especialistas alertam que o desempenho de uma estratégia de comunicação política em determinado país não significa que ela terá os mesmos resultados em outro.
Diferenças culturais, eleitorais e no uso das plataformas digitais podem alterar a forma como essas comunidades funcionam.
O cientista político Giuliano Salvarani afirmou ao Jornal Opção que a experiência brasileira pode influenciar futuras campanhas, mas precisa ser adaptada às características de cada país.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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