Ex-dirigente tucano acusa legenda de dar espaço a comportamentos danosos à política; correligionário oferece R$ 2 milhões por comprovação de fraude
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Política
O ex-presidente do PSDB em Goiânia, Matheus Ribeiro, criticou o próprio partido por abrigar Felipe Cecílio, que promete pagar R$ 2 milhões a quem comprovar uma suposta manipulação das urnas eletrônicas. Também derrotado nas eleições deste ano, quando disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa, o jornalista afirmou que a legenda abriu espaço para comportamentos que prejudicam a política.
“Infelizmente o @psdbgoias abriu suas portas para abrigar e dar eco a esse tipo de ‘projeto’. Nada contra o Felipe, que mal conheço, mas sua dissociação da realidade está evidente e não é de agora”, escreveu em comentário numa rede social.
A crítica avançou sobre a situação do partido ao qual Matheus se filiou em 2022. “Lamentável ver o partido que escolhi já em duras condições em 2022 terminar de ser corroído por comportamentos tão danosos à política”, afirmou.
A manifestação ocorreu em meio à repercussão da promessa de Cecílio. Candidato a deputado federal pelo PSDB em Goiás, ele recebeu 3.746 votos após uma campanha de R$ 1,5 milhão. O assunto ganhou repercussão nacional pelo portal Metrópoles nesta segunda-feira (2).
Cecílio reconhece os próprios voto, mas questiona os de Lula
Na mesma rede social, Cecílio sustentou que sua contestação se refere ao segundo turno presidencial, vencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e não à eleição em que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Meus votos foram legítimos e sou muito grato a eles! Os do Lula não”, escreveu. Em seguida, afirmou que questiona apenas o segundo turno das eleições presidenciais. O comentário não apresenta evidências que sustentem a acusação.
Cecílio passou a oferecer dinheiro a quem demonstrasse uma fraude por meio de software. A justificativa apresentada por ele é que o resultado da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) não teria seguido a “lógica” do primeiro turno.
“No primeiro turno sinceramente não sei como um candidato tão fraco igual o Flávio teve quase 50% dos votos válidos, mas o fato é que ele teve, e a partir daí precisa seguir um padrão, uma lógica. E essa lógica não foi seguida no segundo turno”, declarou.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.
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