Republicanos mira articulação política, enquanto aliados do presidente defendem manter áreas como Casa Civil e Fazenda sob controle do núcleo petista
·
Política
As negociações para ampliar a participação de partidos do Centrão no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começam a expor uma disputa pelo controle de áreas estratégicas da Esplanada dos Ministérios.
O governo busca fortalecer a base no Congresso diante de uma oposição numerosa, mas integrantes do núcleo petista defendem que a ampliação do espaço dos partidos de centro venha acompanhada de compromisso nas votações.
Republicanos mira articulação política
Um dos principais pontos da negociação envolve a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela interlocução do Palácio do Planalto com deputados e senadores.
O Republicanos tem interesse na pasta e aliados do partido defendem nomes para assumir a estrutura.
Setores próximos a Lula, entretanto, resistem a entregar a área a uma legenda do Centrão devido ao peso da secretaria na negociação com o Congresso e na articulação de emendas parlamentares.
PT quer preservar áreas centrais
Casa Civil e Fazenda também aparecem entre os ministérios considerados estratégicos pelo núcleo do presidente.
A tendência é que Lula negocie espaço para partidos aliados sem abrir mão do controle sobre áreas diretamente relacionadas à coordenação política e econômica do governo.
Cobrança por fidelidade
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que partidos que integrem o governo deverão assumir compromisso efetivo com a agenda do Executivo.
A estratégia busca evitar situações registradas no mandato anterior, quando partidos com ministérios nem sempre entregaram votos suficientes ao governo no Congresso.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
Continue a leitura







