Luiz do Carmo (Foto: Agência Senado/ Montagem: Lucas Coqueiro)

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DOMINGOS CONVERSA #26: STF, ALEXANDRE DE MORAES E A DISPUTA PELA VICE EM GOIÁS COM LUIZ DO CARMO

DOMINGOS CONVERSA #26: STF, ALEXANDRE DE MORAES E A DISPUTA PELA VICE EM GOIÁS COM LUIZ DO CARMO

Ex-senador afirma que vaga deve ser definida por convite político, questiona uso de pesquisas e diz que grupo governista tem força para eleger governador e dois senadores

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Domingos Conversa

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O ex-senador Luiz do Carmo afirmou que trabalha para ser escolhido como candidato a vice-governador na eventual chapa encabeçada por Daniel Vilela (MDB) nas eleições de 2026. Em entrevista ao podcast Domingos Conversa, apresentado pelo jornalista Domingos Ketelbey, ele disse que a vaga não deve ser objeto de disputa pública e que a definição precisa levar em conta confiança política e capacidade de agregar votos.

“Eu estou lutando para ser vice do Daniel. Vice não pode ter disputa. Vice tem que ser convidado. Tem que ser quem agrega voto e quem o titular confia”, afirmou.

Ao longo da conversa, Luiz do Carmo disse acreditar que sua trajetória política e sua relação com prefeitos e lideranças do interior podem contribuir para fortalecer a chapa governista. Ele destacou sua atuação municipalista durante o período em que ocupou uma cadeira no Senado.

“Eu consegui 850 milhões em emendas para os municípios de Goiás. Não teve um município que não recebeu recurso. Por isso que me chamavam de senador municipalista”, disse.

Disputa pela vice e nomes nos bastidores

Nos bastidores da base governista, a vaga de vice tem despertado interesse de diferentes grupos políticos. Luiz do Carmo citou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (PSD) entre os nomes que aparecem no radar.

Apesar disso, ele voltou a afirmar que a escolha precisa evitar divisões internas. Para o ex-senador, a disputa principal é pelo governo.

“A disputa é do candidato a governador. O vice tem que agregar, não dividir”, afirmou.

Ele também questionou a possibilidade de utilizar pesquisas qualitativas como critério para definir o nome que ocupará a vice. A estratégia chegou a ser mencionada pelo governador Ronaldo Caiado em entrevistas recentes.

“Se a pesquisa indicar alguém que não tem nada a ver com o Daniel, vai colocar?”, questionou.

Participação de Caiado e Gracinha na decisão

Na avaliação de Luiz do Carmo, a escolha do vice não deve ser tomada apenas por Daniel Vilela. Ele defendeu que o processo inclua também a participação do governador Ronaldo Caiado e da primeira-dama do Estado, Gracinha Caiado.

“A experiência do Caiado é muito grande. Ele sabe quem agrega. E a Gracinha também pode ser ouvida”, afirmou.

Segundo o ex-senador, a decisão precisa ser fruto de composição política dentro do grupo que hoje sustenta o governo estadual.

Daniel favorito e base forte para 2026

Luiz do Carmo também afirmou que vê Daniel Vilela como favorito na sucessão estadual. Segundo ele, a base política liderada por Caiado chega organizada e com força para disputar o comando do estado.

“O Daniel tem a eleição praticamente garantida. Eu estou cem por cento confiante que nós vamos ganhar”, declarou.

Ele também avaliou que, mesmo com a presença de vários nomes na disputa pelas duas vagas ao Senado, o grupo governista tem condições de conquistar ambas as cadeiras.

“A base é muito grande. Nós vamos trabalhar dia e noite. Eu tenho certeza que vamos fazer os dois senadores”, disse.

Peso do eleitorado evangélico

Outro ponto abordado na entrevista foi a influência do eleitorado evangélico nas eleições brasileiras. Luiz do Carmo afirmou que o crescimento desse segmento tem impacto direto nas disputas majoritárias.

“Nós somos mais de trinta por cento da população. Se realmente nos unirmos, podemos mudar uma eleição majoritária”, afirmou.

Ele também criticou pautas associadas à esquerda e disse que parte desse eleitorado tem se afastado do campo progressista por divergências culturais e morais.

Embate com Alexandre de Moraes

Ao falar sobre sua passagem pelo Senado, Luiz do Carmo relembrou o episódio em que apresentou sozinho um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo ele, a iniciativa ocorreu após decisões do ministro que, em sua avaliação, interferiam no funcionamento do Poder Executivo.

“Quando eu vi aquilo, pensei: esse ministro não pode intervir no Poder Executivo. Eu fiz o impeachment sozinho”, afirmou.

Luiz do Carmo também disse que alertou o então presidente Jair Bolsonaro sobre o que considerava uma escalada de poder do ministro.

“Eu falei para o presidente: age agora, porque esse homem vai mandar no seu governo. Mas ele achou que resolveria na conversa”, disse.

Bastidores da indicação de André Mendonça

Na entrevista, o ex-senador também relatou bastidores da indicação do ministro André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, atuou diretamente para destravar a votação do nome do ex-advogado-geral da União.

Luiz do Carmo disse ter pressionado o então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre, para que a indicação fosse levada à votação.

“Eu ia lá todo dia pedir para colocar em votação. Até que um dia ele disse: vou colocar”, afirmou.

Adversários de 2026

Ao comentar o cenário eleitoral, Luiz do Carmo afirmou que o principal adversário da base governista na disputa pelo governo de Goiás deverá ser o Partido Liberal, que prepara candidatura própria.

“O PL é o adversário que nós vamos enfrentar”, disse.

Segundo ele, embora toda disputa eleitoral exija respeito aos concorrentes, a base governista chega competitiva para o pleito.

“Você não pode menosprezar adversário. Mas eu acredito no trabalho”, afirmou.

Bate-bola político

No tradicional bate-bola final do programa, Luiz do Carmo citou o ex-governador Iris Rezende como o político que mais admira em Goiás e disse respeitar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como adversário político.

Também comentou nomes da política goiana. Disse que acredita em uma “grande gestão” do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, classificou Ronaldo Caiado como “o maior gestor que Goiás teve depois de Iris” e afirmou que Daniel Vilela será “um grande governador”.

A entrevista completa com Luiz do Carmo está disponível no episódio mais recente do Domingos Conversa, exibido na TV Capital e em todas as plataformas de podcast.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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Luiz do Carmo (Foto: Agência Senado/ Montagem: Lucas Coqueiro)