Prefeitura de Aparecida de Goiânia - Pra Frente Aparecida
Prefeitura de Aparecida de Goiânia - Pra Frente Aparecida

Vanderlan Cardoso (Foto: Kevin Lucas/ Montagem: Lucas Coqueiro)

Vanderlan Cardoso (Foto: Kevin Lucas/ Montagem: Lucas Coqueiro)

Vanderlan Cardoso (Foto: Kevin Lucas/ Montagem: Lucas Coqueiro)

Vanderlan Cardoso (Foto: Kevin Lucas/ Montagem: Lucas Coqueiro)

DOMIGNOS CONVERSA #43: VANDERLAN CARDOSO E OS BASTIDORES DAS ELEIÇÕES 2026

DOMIGNOS CONVERSA #43: VANDERLAN CARDOSO E OS BASTIDORES DAS ELEIÇÕES 2026

Senador do PSD falou ao Domingos Conversa sobre eleição de 2026, disputa ao Senado, Pix, emendas parlamentares, escala 6x1 e bastidores de Brasília

·

Domingos Conversa

Podcast

O senador Vanderlan Cardoso (PSD) defendeu uma aliança entre Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) na disputa pela Presidência da República em 2026. Em entrevista ao Domingos Conversa, exibida nesta segunda-feira (15), às 21h30, na TV Capital, no YouTube e nos tocadores de podcast, o parlamentar afirmou que uma composição entre os dois pré-candidatos poderia ocupar o espaço de eleitores que rejeitam tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a família Bolsonaro.

“Eu torço que Caiado vá e Zema de vice”, afirmou Vanderlan. Para o senador, há um vácuo eleitoral aberto no campo da centro-direita. “A maioria não quer nem o presidente Lula e nem quer a família Bolsonaro. Então tem um vácuo aí para essa outra candidatura”, disse.

Vanderlan também avaliou que, se chegar ao segundo turno, Caiado teria condições de vencer a eleição presidencial. “Eu aposto muito numa surpresa agradável, que o nosso governador pegue essa opção da direita, dos descontentes que não querem nem um nem outro. Se for para o segundo turno, eu acho que ganha”, afirmou.

Crítica aos filhos de Bolsonaro

Durante a entrevista, Vanderlan fez críticas à postura de integrantes da família Bolsonaro diante das medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil. O senador citou Eduardo Bolsonaro ao comentar declarações favoráveis a sanções e sobretaxas contra produtos brasileiros.

“Contribui, sim. Não sou eu que estou falando, não. O próprio Eduardo falou isso quando houve as taxações contra o Brasil. Ele parabenizou, aplaudiu”, disse.

Vanderlan afirmou que não considera aceitável ver brasileiros comemorando medidas que possam atingir empresas, produtores e trabalhadores do país. “Eu não aplaudo nunca isso. Eu não posso. Como gerador de emprego e renda, que colabora com esse país, esse tipo de atitude não é louvável. Não é uma atitude republicana, não é uma atitude de quem diz que gosta do nosso país”, declarou.

No bate-bola final, o senador também foi questionado sobre Flávio Bolsonaro. “Para mim, com tudo isso que está acontecendo aí, ele ainda não deu uma explicação que a gente acredite nele”, respondeu.

Lula e segurança pública

Vanderlan também cobrou o governo Lula na área da segurança pública. Ao comentar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas por parte dos Estados Unidos, o senador afirmou que o Brasil deveria ter tomado a iniciativa antes.

Ele defendeu que PCC, Comando Vermelho e milícias sejam enquadrados como organizações terroristas. “Eu incluiria ali os milicianos também. PCC, Comando Vermelho, os milicianos, como terroristas, que praticam o terrorismo”, afirmou.

Questionado se o governo federal tem sido negligente no enfrentamento ao crime organizado, Vanderlan respondeu: “Tem sido, sim. Nós não podemos passar a mão na cabeça de ninguém.”

O senador disse ainda que o Brasil virou rota estratégica do tráfico internacional. “O Brasil hoje não é um grande produtor de drogas ilícitas, mas aqui é um grande ponto estratégico. Está saindo em cargueiros com toneladas e toneladas de cocaína”, afirmou.

Pix e Banco Central

Vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Vanderlan também falou sobre a proposta que dá autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central e blinda o Pix contra descontinuidade ou cobrança.

Segundo ele, o projeto não deve ser tratado como pauta de governo ou de partido. “Não era um projeto de partido, era um projeto de país”, afirmou.

Vanderlan disse que a proposta busca proteger um sistema que se tornou central na vida dos brasileiros. “Nós conseguimos aprovar, colocando o Pix no projeto de emenda à Constituição, que não pode ser mexido, não pode ser transferido e não pode ser cobrado”, declarou.

O senador afirmou ainda que o Banco Central precisa de estrutura para fiscalizar fintechs, bancos e novas operações financeiras. “Se nós não aprovarmos esse projeto, o Banco Central vai colapsar”, disse.

Emendas Pix

Outro ponto da entrevista foi o projeto de Vanderlan que trata das chamadas emendas Pix. O senador afirmou que as transferências especiais viraram “uma festa de desvio de recursos” por falta de fiscalização.

“Se o parlamentar coloca uma emenda para construir uma ponte, ela não pode ser usada para fazer shows. Tem que construir a ponte, prestar conta e assim por diante”, afirmou.

Segundo Vanderlan, o projeto foi apresentado antes de decisões do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. “Nós apresentamos um projeto muito antes do ministro Flávio Dino barrar isso no Supremo Tribunal Federal”, disse.

Escala 6x1

Vanderlan também comentou a proposta que trata do fim da escala 6x1. O senador disse que o tema deve ser analisado com “maturidade” pelo Senado e defendeu a possibilidade de contratação por hora como alternativa para trabalhadores e empresas.

“Eu pretendo apresentar essa emenda. Dá a oportunidade também para ser por hora, a contratação por hora”, afirmou.

O senador disse que fez uma consulta com funcionários de suas empresas e que 87% se mostraram favoráveis à mudança. Ainda assim, afirmou que é preciso avaliar o impacto sobre os empregadores. “Como é que vai ser esse custo? Quem vai pagar? E as empresas que vão arcar com isso?”, questionou.

Vanderlan citou sua experiência empresarial nos Estados Unidos para defender a contratação por hora. “Eu tive empresa nos Estados Unidos durante sete anos. Não estou falando porque me falaram. Funcionava muito bem”, disse.

Sesc Mesa Brasil - Rede contra a fome e desperdício

Senado em Goiás

Na parte estadual da entrevista, Vanderlan falou sobre a disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026. Pré-candidato à reeleição, ele disse que não pretende escolher adversários nem pressionar outros nomes a recuar.

“Eu não vou ficar escolhendo adversários políticos, de hipótese alguma. Nem vou colocar o governador Daniel Vilela em situação constrangedora”, afirmou.

Apesar disso, Vanderlan admitiu que a multiplicação de candidaturas na base governista pode dificultar a disputa. “Essa quantidade de candidaturas da base prejudica. Inclusive a primeira-dama, ex-primeira-dama Gracinha Caiado. Prejudica a todos. O eleitor fica um pouco confuso com relação a isso”, disse.

O senador afirmou que nenhuma eleição está definida antes da urna. “Não existe candidatura ganha nem perdida antes de eleição. Eu sou prova disso”, declarou.

Vanderlan citou a própria vitória ao Senado em 2018 e a eleição municipal de Goiânia em 2024 como exemplos de disputas em que o cenário mudou ao longo da campanha. “Toda eleição tem margem para surpresa”, afirmou.

Vice de Daniel Vilela

O senador também comentou a escolha do vice na chapa de Daniel Vilela ao governo de Goiás. Vanderlan citou Luiz do Carmo, José Mário Schreiner, Paulo do Vale, Sérgio Silveira, Adriano Rocha Lima e outros nomes como opções competitivas.

“O Luiz do Carmo é um excelente nome. Todos eles são. Eu tenho muita afinidade com o Luiz, por ser membro da igreja e tudo mais. Mas acho que todos eles, a decisão no momento certo virá”, disse.

Para Vanderlan, qualquer nome escolhido deverá agregar ao projeto de Daniel. “Qualquer um deles que Daniel Vilela tiver como vice vai ajudar bastante o nosso Estado”, afirmou.

O episódio completo do Domingos Conversa com Vanderlan Cardoso está disponível no YouTube, na TV Capital e nos principais tocadores de podcast.

Image

Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

Continue a leitura

You can't work for Twitter, Elon Musk is different