Estudo da Fieg será apresentado nesta quinta-feira, em Goiânia, e aponta oportunidades e desafios para a indústria goiana diante das novas regras comerciais
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Economia
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pode abrir novas oportunidades para empresas de Goiás ampliarem a participação no mercado europeu. Estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) estima que as exportações goianas destinadas ao bloco possam crescer em até US$ 218 milhões com a aplicação do tratado.
O levantamento “Os Impactos do Acordo Mercosul-União Europeia para Goiás” será apresentado nesta quinta-feira (29), durante a Expoind 2026, no Centro de Convenções de Goiânia.
A análise foi produzida pela Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin) da Fieg e avalia desde o potencial de crescimento das exportações até as exigências regulatórias que poderão interferir na competitividade das empresas goianas.
Mercado de 720 milhões de consumidores
O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio deste ano, após mais de duas décadas de negociações entre os dois blocos.
Juntos, Mercosul e União Europeia formam um mercado de aproximadamente 720 milhões de consumidores e somam um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22 trilhões.
Um dos principais efeitos previstos é a redução gradual de tarifas e de outras barreiras comerciais, facilitando a circulação de produtos entre os países envolvidos.
Para Goiás, a abertura pode representar maior espaço para produtos industriais e agroindustriais no mercado europeu, mas também aumenta a necessidade de adaptação das empresas aos padrões exigidos pelos países da União Europeia.
Exportações são um dos focos
O estudo da Fieg está dividido em quatro eixos.
A primeira parte apresenta o histórico do acordo e projeções sobre seus impactos nas exportações e importações de Goiás.
Na sequência, o levantamento identifica setores industriais com potencial para ampliar as vendas ao mercado europeu e analisa as oportunidades criadas pela redução de tarifas.
A estimativa de crescimento de até US$ 218 milhões nas exportações estaduais já foi antecipada em informações divulgadas sobre a programação da Expoind.
Regras ambientais e técnicas podem ser desafio
O acesso ao mercado europeu não dependerá apenas da redução das tarifas.
O estudo também analisa exigências regulatórias, normas técnicas e regras que poderão facilitar ou restringir o comércio entre empresas goianas e países europeus.
Questões relacionadas à sustentabilidade ganham peso nesse cenário, principalmente diante das regras ambientais adotadas pela União Europeia para determinados produtos e cadeias produtivas.
O levantamento aborda ainda propriedade intelectual, investimentos e possibilidades de cooperação internacional.
Concorrência também aumenta
A abertura comercial cria oportunidades para exportadores de Goiás, mas aumenta também a presença de produtos europeus no mercado brasileiro.
Com a redução das barreiras, empresas goianas poderão enfrentar maior concorrência em determinados segmentos industriais.
A avaliação da Fieg é que o novo cenário exige preparação das empresas para melhorar produtividade, qualidade e adequação às regras internacionais.
Estudo será apresentado na Expoind
A apresentação está prevista para esta quinta-feira (29), às 14h30, no Centro de Convenções de Goiânia, onde ocorre a Expoind 2026.
A feira reúne empresas, representantes do setor produtivo, compradores e instituições ligadas à indústria e ao comércio exterior.
O estudo será apresentado no último dia da programação e pretende servir como referência para empresas que buscam avaliar oportunidades e riscos diante da abertura comercial entre os dois blocos.
Serviço
Apresentação do estudo “Os Impactos do Acordo Mercosul-União Europeia para Goiás”
Data: quinta-feira, 29 de outubro
Horário: 14h30
Local: Centro de Convenções de Goiânia, durante a Expoind 2026

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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