Levantamento apresentado pelo Executivo inclui dez mortes, agressões, atropelamentos e ataques com armas de fogo ocorridos entre sábado e domingo
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Política
O governo federal anunciou que vai reforçar a investigação de 45 episódios classificados como violência política registrados durante o fim de semana do segundo turno das eleições presidenciais. O levantamento apresentado nesta quarta-feira (28) inclui dez mortes e outras ocorrências envolvendo agressões, atropelamentos, disparos de armas de fogo e denúncias de abuso de autoridade.
Os casos teriam ocorrido entre sábado (24) e a noite de domingo (25), após a divulgação do resultado da eleição presidencial.
Segundo o governo, foram identificadas 47 vítimas nos 45 episódios registrados.
Dez mortes estão na lista
O balanço apresentado pelo Executivo contabiliza dez vítimas fatais, sendo três indígenas.
Também foram registrados sete casos classificados como atropelamentos intencionais, 14 episódios de agressões físicas, espancamentos ou esfaqueamentos e cinco ocorrências envolvendo disparos ou atentados com armas de fogo.
Outros cinco registros envolvem violência ou coação contra povos indígenas, enquanto seis foram classificados como casos de abuso de autoridade ou violência policial.
Paraná e São Paulo concentram ocorrências
Segundo os dados apresentados pelo governo, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina estão entre os estados com maior número de episódios registrados.
O Executivo afirma que as vítimas identificadas eram apoiadoras de Lula e atribui os ataques a apoiadores do candidato derrotado Flávio Bolsonaro.
Essas informações fazem parte do levantamento apresentado pelo governo e os casos ainda precisam ser individualmente apurados pelas autoridades competentes.
PF poderá abrir inquéritos
Entre as medidas anunciadas está a abertura de inquéritos pela Polícia Federal quando houver indícios de crimes eleitorais, violência política de gênero ou violações de direitos humanos.
As denúncias também poderão ser encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Nos casos que envolvem integrantes das forças de segurança estaduais, o governo informou que pretende acionar corregedorias das polícias Civil e Militar e os Ministérios Públicos dos respectivos estados.
Governo promete acompanhar casos
O anúncio foi feito pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ao lado de representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo o governo, o objetivo é acompanhar as investigações e evitar que episódios relacionados à intolerância política permaneçam sem apuração.
A iniciativa ocorre após uma campanha eleitoral marcada por episódios de violência e ameaças contra candidatos e eleitores em diferentes regiões do país.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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