Aava Santiago na Tribuna da Câmara de Goiânia. (Foto: Lincoln Leão)

Aava Santiago na Tribuna da Câmara de Goiânia. (Foto: Lincoln Leão)

Aava Santiago na Tribuna da Câmara de Goiânia. (Foto: Lincoln Leão)

Aava Santiago na Tribuna da Câmara de Goiânia. (Foto: Lincoln Leão)

Aava Santiago aciona Justiça contra prefeito de Goiânia

Aava Santiago aciona Justiça contra prefeito de Goiânia

Vereadora apresentou queixa-crime no TJGO e notícia-crime no TRE-GO por declarações do prefeito

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Política

A vereadora Aava Santiago (PSB) levou à Justiça a disputa política com o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil). Nesta sexta-feira (30), a parlamentar protocolou duas medidas judiciais contra o chefe do Executivo municipal após declarações que, segundo ela, ultrapassaram os limites do debate político e atingiram sua honra e o exercício do mandato.

Uma das medidas foi apresentada ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), depois que Mabel chamou a vereadora de “malandra” durante uma entrevista coletiva realizada em 16 de outubro, quando comentava a Taxa do Lixo.

Aava também procurou o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) para pedir a investigação de possíveis práticas de violência política contra a mulher e ameaça. Nesse caso, o documento reúne episódios que, segundo a parlamentar, ocorreram desde janeiro de 2025.

As duas iniciativas têm objetivos diferentes e ainda dependem de análise pelas autoridades competentes.

Aava pede indenização de R$ 30 mil


Na queixa-crime apresentada ao TJGO, Aava pede a responsabilização de Sandro Mabel por injúria, com reconhecimento de agravantes, além da fixação de uma indenização mínima de R$ 30 mil por danos morais.

A vereadora sustenta que as declarações do prefeito não podem ser tratadas apenas como parte de uma divergência política. “Eu não vou aceitar que a fiscalização do poder público tenha como consequência a tentativa de desqualificar, constranger, ameaçar ou intimidar uma parlamentar no exercício de sua função. Fui eleita para fiscalizar a Prefeitura, questionar decisões do prefeito e defender os interesses da população”, afirmou.

A parlamentar também anunciou que, caso receba alguma indenização, pretende doar integralmente o valor a uma instituição que atende mulheres vítimas de violência. “Eu não tenho interesse em transformar essa ação em uma disputa por dinheiro. Se houver uma reparação financeira, ela será destinada a uma instituição que trabalha diretamente com mulheres vítimas de violência, oferecendo acolhimento e apoio a quem precisa”, declarou. A entidade que poderá receber a doação não foi informada.

TRE-GO deverá analisar pedido de investigação

A segunda medida foi protocolada no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás. Trata-se de uma notícia-crime acompanhada de representação para apurar possíveis práticas de violência política contra a mulher.

Aava cita o artigo 326-B do Código Eleitoral, que trata de condutas destinadas a impedir ou dificultar o exercício de direitos políticos de mulheres por meio de determinadas formas de violência ou constrangimento.

Entre os episódios mencionados está a declaração “cacete nessa vereadora malandra”, atribuída ao prefeito. A parlamentar pede que a fala seja examinada também sob a perspectiva de possível ameaça.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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