Candidata à presidência do CREA-GO aponta improviso em Goiânia e defende atuação mais ativa do conselho
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Quando chove em Goiânia, a Marginal Botafogo alaga e mostra que as cancelas são mais midiáticas que resolutivas. Para a engenheira civil e candidata à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA-GO), Tatiana Jucá, a solução passa pela técnica. “A engenharia resolve tudo”, afirma. Ao mesmo tempo, ela critica o distanciamento do CREA em relação aos profissionais e às decisões públicas. A avaliação pauta o próximo episódio do Domingos Conversa, que vai ao ar nesta segunda-feira (20), às 21h30, na TV Capital e nos principais tocadores de podcast.
Tatiana, que lançou candidatura à presidência do CREA-GO no último sábado (18), defende que a cidade precisa sair da lógica de respostas imediatas e avançar para planejamento. “Já passou da hora de ter um diagnóstico sobre essa marginal”, diz, ao citar a recorrência de alagamentos e intervenções paliativas.
A candidata também direciona críticas ao papel institucional do CREA. Segundo ela, o conselho deixou de ocupar espaço no debate público e perdeu capacidade de influência nas decisões técnicas. “A gente não vê o conselho representando realmente a engenharia frente aos órgãos públicos”, afirma.
Outro ponto abordado é a relação entre o conselho e os profissionais. Para Tatiana, o modelo atual afastou a base e reforçou uma percepção de burocracia. A avaliação se estende ao interior, onde, segundo ela, a presença do sistema ainda é limitada e mais voltada à fiscalização do que à orientação.
A conversa também passa pelo debate sobre o futuro do Centro de Goiânia, os desafios de planejamento urbano e a necessidade de maior diálogo entre engenharia e poder público. A gente precisa trazer o CREA para perto do profissional e da sociedade”, afirma.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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